Genesis: Primeiro ao vivo melhorou algumas versões de estúdio
Resenha - Live - Genesis
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 02 de junho de 2015
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O GENESIS estava animado com o resultado artístico e a recepção crítica de Foxtrot (link para a resenha ao fim desta matéria). Longe de ser sucesso de vendas, o álbum ajudara a consolidar a banda como uma das madrinhas do rock progressivo. Finda a turnê promocional, os caras vez mais se refugiaram no campo inglês pra burilar o próximo trabalho.
A Charisma Records planejava fazer um pouco mais de dinheiro e manter o nome do ascendente grupo em evidência, porém. Assim, o chefão Tony-Stratton Smith convenceu-os a lançar um álbum ao vivo. Bastava pegar gravações feitas em Leicister e Manchester, em 24 e 25 de fevereiro de 1973 e prensar álbuns, que poderiam ser vendidos a preços econômicos, visto que a gravadora investira zero no produto. Os master tapes, inclusive, já estavam preparados porque as gravações destinavam-se a um programa de rádio norte-americano. Excelente negócio pra Charisma e pra banda. Melhor ainda para o público, que "ganhou" Genesis Live, em julho de 1973. Stratton-Smith (futuro empresário do grupo) deu ao mundo o único registro oficial ao vivo da era Gabriel. O programa jamais foi transmitido pela rádio ianque, mas as gerações vindouras têm a oportunidade de acesso a um álbum não-pirata ao vivo de qualidade surpreendente.
Um dos desafios que muitas bandas prog enfrentavam era reproduzir no palco as filigranas e efeitos especiais de estúdio. Como reproduzir ao vivo o som de 2 navios colidindo, por exemplo, como no caso do VAN DER GRAAF GENERATOR? Como o GENESIS era um pouco menos megalomaníaco do que a média dos grupos prog, tudo o que tinha a fazer era reproduzir ao vivo as texturas obtidas no estúdio. Parece fácil, mas não é. Eles não apenas conseguiram, como também melhoraram algumas das canções.
Tony Banks emula todas as texturas e sobretons de estúdio em seu Hammond. Peter Gabriel estava em plena forma vocal e as harmonizações com o backing de Phil Collins - cuja voz não é dissimilar à do vocalista – auxiliam e complementam Peter em alguns momentos. Collins e Hackett, então totalmente entrosados com os 3 colegas, fazem miséria na batera e na guitarra. Basta ouvir The Knife – que padecia de produção lamacenta em Trespass (link para resenha ao fim deste texto). Com letra algo modificada, a versão definitiva da canção está em Genesis Live. O teclado de Banks parece uma locomotiva, o baixo de Mike Rutherford pulsa forte e musculoso, a percussão de Collins vai do delicado ao urgente batidão. Mas, o que impressiona mesmo é a guitarra de Hackett, pra variar, tocando sentado. Da plangência cristalina ao guincho cuspido e distorcido, a execução do Mestre é irrepreensível.
As performances de Phil e Steve estão melhores até mesmo nas canções extraídas de Nursery Cryme (veja link para resenha ao final deste texto), álbum no qual se juntaram ao GENESIS. Mas, eles haviam pegado o bonde andando e a gravação de estúdio não mostra todo o potencial dos músicos. Em The Return of the Giant Hogweed, o diálogo entre o teclado, guitarra e batera é delirante. Parece um trem ganhando velocidade, com Collins esmurrando a bateria e a guitarra enlouquecendo progressivamente.
A excelência do álbum e a estratégia da gravadora deram resultado. Genesis Live foi o primeiro álbum da banda a entrar no Top Ten britânico, permanecendo entre a nona e décima posições por mais de 2 meses.
Tracklist:
1. Watcher of the Skies (8:34)
2. Get 'em out by Friday (9:14)
3. The Return of the Giant Hogweed (8:14)
4. The Musical Box (10:55)
5. The Knife (9:46)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
O melhor álbum solo de cada membro do Guns N' Roses, segundo o Loudwire
Left To Die retornará ao Brasil em setembro tocando clássicos do Death
Jeff Loomis conta como honrará o legado de Warrel Dane na nova formação do Nevermore
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Foo Fighters disponibiliza preview de 11 novas faixas em site oficial
A pior música de "Ride the Lightning", de acordo com o Heavy Consequence
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
David Ellefson reza pedindo a Deus para participar da turnê de despedida do Megadeth
Influencer detona "sommelier de underground" em vídeo viral que Rafael Bittencourt curtiu
A crítica de Raul Seixas ao rock brasileiro anos 80: "Pegam baixo e ficam dando uma nota só"
Músicos do Iron Maiden são iniciados nos conhecimentos ocultos, explica ator
No alto do castelo há uma linda princesa...

A gigante banda de prog onde Phil Collins quase ingressou; "fui ver eles um monte de vezes"
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
"Sem tempo, irmão!"; as clássicas bandas que Phil Collins ignorou completamente na época
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



