Dio: Uma das obras mais espetaculares do Heavy Metal

Resenha - Holy Diver - Dio

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Por David Torres, Tradução
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O excelente músico e compositor Ronald James Padavona, mais conhecido como Ronnie James Dio ou simplesmente Dio, deixou esse plano terreno em decorrência de uma batalha perdida contra um câncer estomacal que terminou por levá-lo a óbito em 16 de maio de 2010. Dissertar sobre a importância de Dio é chover no molhado, uma vez que ele é simplesmente uma lenda imortal da história do Heavy Metal mundial e realmente não é sobre esse tipo de assunto que irei abordar, mas sim, sobre um dos álbuns mais influentes da história da música pesada que completou o seu 32° aniversário: "Holy Diver".

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Lançado em 23 de maio de 1983 pela gravadora Mercury Records e apresentando uma deslumbrante ilustração de capa desenvolvida por Randy Barrett, ele é o álbum de estreia da banda liderada por Dio. Contando a produção do próprio vocalista, "Holy Diver" é uma legítima obra prima, recheado de grandes clássicos e composições dotadas de uma qualidade fascinante.

O "riff" contagiante de Vivian Campbell inicia um dos hinos aqui presentes, a histórica "Stand Up and Shout". A "cozinha" de baixo e bateria formada por Jimmy Bain e Vinny Appice é perfeita e maravilhosamente coesa e a voz do baixinho e carismático Dio rasga os alto falantes com toda a sua potência descomunal. O refrão também é um espetáculo a parte, simplesmente perfeito! Uma breve e crescente introdução ecoa no ambiente e pouco depois, dá lugar a mais um hino que dispensa qualquer apresentação, a faixa título "Holy Diver". Seus arranjos cadenciados e épicos transportam o ouvinte para uma tremenda avalanche do mais genuíno Heavy Metal, em seu estado mais puro. Linhas pulsantes de baixo, uma bateria precisa e um trabalho sublime de guitarras, aliadas a vocais irrepreensíveis e magnificentes fazem a composição ser o que ela é: um clássico nato. Essa composição, aliás, recebeu um videoclipe promocional na época de seu lançamento.

Igualmente encantadora, "Gypsy" é outra faixa grandiosa, repleta de belíssimas harmonias e um solo de guitarra estonteante. Dio surpreende cada vez mais a cada verso cantado. Clássica e arrebatadora, "Caught in the Middle" dá continuidade ao disco, começando com um "riff" arrastado e pesado, não demorando a apresentar mais uma explosão metálica e portentosa. "Feeling" autêntico é emanado de cada melodia. Não há como ficar diferente a tamanha perfeição!

Dedilhados delicados e belíssimos apresentam mais um hino, a fabulosa "Don't Talk to Strangers", outro clássico espetacular e uma composição ainda mais rápida e intensa. Dio canta sutilmente no início da composição, até que a mesma implode em um espetáculo primoroso e magnífico. Guitarras formidáveis, um desempenho de baixo e bateria perfeitamente sincronizado e, claro, Dio! Nada mais a declarar! A bateria de Vinnie Appice manifesta o início de "Straight Through the Heart", uma faixa mais cadenciada e da mesma maneira que todas as antecessoras, vigorosa e inacreditável.

Vivian Campbell e sua guitarra quimérica, acompanhada pela voz crescente de Dio introduzem outra maravilha para os ouvintes: "Invisible". Um "feeling" abundante é despejado de cada acorde e parte dessa brilhante composição. O que vem a seguir? Mais um hino! A soberba "Rainbow in the Dark" é a penúltima faixa desse trabalho impecável e não há muito que dizer acerca desse tremendo clássico. Trata-se de uma composição excepcional, construídas com mais arranjos magistrais, um empenho instrumental prodigioso, além de vocais que beiram o ilusório, tamanha a sua beleza e grandiosidade. Assim como para a faixa título, foi produzido um videoclipe para esse clássico. A essa altura, o ouvinte não crê que nada mais possa surpreendê-lo. Seria humanamente impossível, correto? ERRADO! Nos deparamos com outra composição inacreditavelmente formidável, "Shame on the Night". O quarteto desencadeia um estrondoso e mais do que apropriado fim para essa obra quintessencial e divina.

Três décadas depois e "Holy Diver" continua imponente e soberano, incentivando o surgimento de centenas de bandas ao redor da Terra. Sem sombra de dúvidas é um dos melhores e mais importantes álbuns de Metal da década de oitenta, chegando a ganhar o disco de platina nos Estados Unidos. Uma obra atemporal que enche de orgulho qualquer apreciador da música pesada que se preze. A lenda Ronnie James Dio pode não estar mais entre nós, entretanto, devemos lembrar que lendas não morrem, são imortais. O seu legado jamais será apagado e muito menos esquecido.

01. Stand Up and Shout
02. Holy Diver
03. Gypsy
04. Caught in the Middle
05. Don't Talk to Strangers
06. Straight Through the Heart
07. Invisible
08. Rainbow in the Dark
09. Shame on the Night

Ronnie James Dio (R.I.P. 2010) (Vocal/Teclado)
Vivian Campbell (Guitarra)
Jimmy Bain (Baixo/Teclado)
Vinny Appice (Bateria)


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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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