Blue Pills: Resgatando os anos 60 e 70
Resenha - Blues Pills - Blues Pills
Por Júlio César Tortoro Ribeiro
Fonte: Blog Its Electric
Postado em 28 de novembro de 2014
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Na última década vimos uma explosão de de bandas resgatando os anos 60 e 70, seja no Rock Alternativo, no Hard Rock e no Heavy Metal, paradoxalmente ao panorama musical do inicio dos anos 2000 que apontava que o futuro do Rock e Metal estavam atrelados aos samplers eletrônicos e elementos industriais.
No meio desse turbilhão, muitas bandas surgiram e esse revival se banalizou, no meio de tanta mesmice surgem nomes que se destacam, no time dos vencedores vem os Blues Pills, banda multinacional (França, Suécia e Estados Unidos) captaneada pela bela vocalista Elin Larsson, que não esconde sua maior influência, Janis Joplin.
Entretanto, o Blues Pills tem algo a mais para atrair o ouvinte, a banda é competente e as composições cativam pela grande carga emocional que as mesmas carregam, o material é bem escrito e pode facilmente tocar nas rádios.
Logo no inicio em High Class Woman, Larsson mostra sua voz potente arrasando tudo num refrão fácil e cativante, impossível não encontrar vestígios da já citada Janis Joplin, mas também Jimmi Hendrix, The Who e outros, mantendo a pegada up tempo com um grande riff Dorian Sorriaux, Ain't No Change é um rockão pesado nos moldes mais clássicos possíveis, outro grande momento.
Os rastros psicodélicos, e a produção cuidadosamente empoeirada pode soar forçada para ouvintes mais atentos, mas o conteúdo se sobressai no geral, a trinca com a pesada Jupiter, a semi balada ocultista Black Smoke e a bluseira River colocam o disco num patamar elevado para a estréia, vale ressaltar que tudo é muito bem tocado e propositalmente arranjado e preparado para a voz de Elin Larsson brilhar.
Devil Man coloca mais peso e sujeira no disco, um excelente trabalho nas intrincadas viradas do baterista Corry Berry e no groove demolidor do baixo de Zack Anderson, uma paulada com outro excelente trabalho das guitarras, a sensacional balada Little Sun fecha o debut do Blues Pills de forma serena e emocional.
O Blues Pills consegue se destacar diante um cenário saturado de bandas querendo soar como seus pais na adolescência delinquente no auge da rebeldia no Rock, muito desta qualidade é atrelada a habilidade dos músicos e de uma vocalista que não deixa pedra sobre pedra com sua voz privilegiada.
Uma boa estréia.
Blues Pills (2014)
High Class Woman
Ain't No Change
Jupiter
Black Smoke
River
No Hope Left For Me
Devil Man
Astralplane
Gyspy
Little Sun
A Banda
Elin Larsson (Vocais)
Zack Anderson (Baixo)
Cory Berry (Bateria)
Dorian Sorriaux (Guitarra)
Outras resenhas de Blues Pills - Blues Pills
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
A música do Metallica que Kirk Hammett quer deixar como lembrança de sua obra como guitarrista
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
A banda em que membros do Iron Maiden e Dio disputaram para entrar e só um conseguiu
Mamonas Assassinas: quanto custa a lista de compras exigida pela mulher de "1406"?
Morre Bob "Bobby" Weir, cofundador do Grateful Dead, aos 78 anos
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
O hit do Led Zeppelin que melhor captura sinergia com Robert Plant, segundo Jimmy Page
Raul Seixas: cadáver do cantor não havia se decomposto até 2012, segundo biógrafo
Dee Snider critica Robert Plant e elege o melhor frontman de todos os tempos

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



