Death: 26 anos de um álbum realmente pútrido, sujo e formidável
Resenha - Leprosy - Death
Por David Torres
Postado em 23 de novembro de 2014
No dia 16 de novembro, "Leprosy", o segundo álbum de estúdio do Death, completou o seu aniversário de 26 anos. Lançado pela Combat Records e apresentando uma estonteante arte de capa concebida pelo talentosíssimo ilustrador Edward J. Repka, que é mundialmente famoso por realizar as mais brilhantes artes para centenas de bandas de Death e Thrash Metal, além de ser produzido pelo experiente Scott Burns (Obituary, Terrorizer, Deicide, entre muitos outros), esse registro marca já uma evolução na sonoridade da banda liderada pelo eterno "filósofo" do Death Metal Chuck Shuldiner. Após terem lançado o matador "debut" "Scream Blood Gore" um ano antes, a banda conta nesse lançamento com o guitarrista Rick Rozz (Massacre, (‘M’)Inc.) e o baterista Bill Andrews (Ex-Massacre) e com esse "line up" investem em composições ainda mais elaboradas e geniais do que às de seu disco de estreia.
No dia 16 de novembro, "Leprosy", o segundo álbum de estúdio do Death, completou o seu aniversário de 26 anos. Lançado pela Combat Records e apresentando uma estonteante arte de capa concebida pelo talentosíssimo ilustrador Edward J. Repka, que é mundialmente famoso por realizar as mais brilhantes artes para centenas de bandas de Death e Thrash Metal, além de ser produzido pelo experiente Scott Burns (Obituary, Terrorizer, Deicide, entre muitos outros), esse registro marca já uma evolução na sonoridade da banda liderada pelo eterno A faixa título inicia esse grande petardo com um andamento arrastado e cadenciado. Andamento que, ao longo da música, transita entre momentos velozes e outros mais pausados. Chuck Shuldiner ainda mantém a mesma linha de vocal urrado e rasgado do álbum anterior e executa ao lado de Rick Rozz e Bill Andrews um primoroso trabalho instrumental. Uma grande faixa de abertura que consegue captar exatamente o que o álbum representa e é recheada de "riffs" espetaculares, além de possuir um ótimo refrão. A faixa seguinte, "Born Dead", é uma composição mais rápida e recheada de "riffs" viscerais e linhas violentas de bateria. A terceira música é "Forgotten Past", que novamente possui um bom refrão e um exímio trabalho de guitarras da dupla Schuldiner e Rozz, além de um peso esmagador da bateria de Bill Andrews. Um "riff" esganiçado introduz a violenta "Left To Die", uma canção que faz jus ao seu infame título. Trata-se de uma pancada certeira, recheada de palhetadas imundas e urros bem encaixados.
A clássica "Pull The Plug" vem logo em seguida e é a faixa mais cadenciada do álbum. É uma música que dispensa elogios, especialmente para quem é admirador da banda, contando novamente com um ótimo refrão, "riffs" matadores e vocais maravilhosamente rasgados do início ao fim. A sensacional "Open Casket" dá continuidade ao álbum com mais um grandioso trabalho realizado pela banda. Seus acordes iniciais são extremamente empolgantes e truculentos e incentivam o ouvinte a "banguear" constantemente. Além disso, temos ótimas passagens vocais, ainda mais solos de guitarra estridentes e enlouquecidos e as variações de andamento, por sua vez, são sempre bem construídas e exalam uma atmosfera incrível, aliando brutalidade e harmonia de forma ímpar. Pessoalmente, é uma das minhas faixas favoritas do álbum.
O final do álbum fica reservado para a furiosa "Primitive Ways", seguida da igualmente sensacional "Choke on It". A penúltima faixa é uma composição veloz e profundamente impetuosa. Já a última traz mais uma vez uma combinação perfeita de "riffs" viscerais e intensos com momentos mais harmônicos e melódicos, tudo minuciosamente inserido sem deixar a qualidade do álbum decair por um segundo sequer. Ainda cru e visceral, porém mais trabalhado que seu trabalho de estúdio antecessor, "Leprosy" já mostrava que a banda tinha grandes tendências a evoluir cada vez mais a cada novo lançamento e isso foi realmente comprovado a cada novo álbum.
Um fato curioso sobre o álbum é que o baixista Terry Butler (Denial Fiend, Massacre, Obituary, ex-Six Feet Under) chegou a ser creditado como o responsável pela gravação do baixo "Leprosy", porém, na verdade, foi Chuck Schuldiner quem realmente gravou o instrumento no álbum. Na realidade, Butler apenas se juntou ao Death quando o disco já estava pronto, contribuindo para a gravação de "Spiritual Healing", de 1990. Agora, independente disso, "Leprosy" é certamente um dos álbuns mais importantes e influentes do Metal Extremo e merece estar na coleção de todo fã de música extrema que se preze.
01. Leprosy
02. Born Dead
03. Forgotten Past
04. Left To Die
05. Pull The Plug
06. Open Casket
07. Primitive Ways
08. Choke On It
Escrito por David Torres
Chuck Schuldiner (R.I.P. 2001) (Vocal/Guitarra/Baixo)
Rick Rozz (Guitarra)
Bill Andrews (Bateria)
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