Machine Head: Melhor banda atual volta com melhor disco de 2014
Resenha - Bloodstone & Diamonds - Machine Head
Por Junior Frascá
Postado em 16 de novembro de 2014
Nota: 10 ![]()
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Sem dúvida uma das grandes bandas de metal surgida nos últimos anos 20 anos, o MACHINE HEAD vem uma ascensão fantástica. Após surgir em 1991, como um desdobramento do VIO-LENCE, e de lançar ótimos registros (em especial o clássico "Burn My Eyes"), a banda se perdeu um pouco, mas voltou com tudo em 2007, com "The Blackning", e em 2011 lançou um dos melhores discos de metal moderno, "Unto the Locust". E agora, retornam com mais um disco que tem tudo para cravar de vez o nome do MACHINE HEAD como a melhor banda de metal na atualidade.
Mesclando de forma coesa peso e melodia, como já virou rotina em todos os seus trabalhos, a banda dessa vez optou por mostrar seu lado mais agressivo em cru, com faixas ainda mais obscuras e brutais. Por isso, afirmo sem dúvida que se trata do disco mais pesado dos caras até hoje! Realmente Robb Flynn (guitarra e voz), Phil Demmel (guitarra), Dave McClain (baterista) e o novato Jared MacEachern (baixo) estavam com sangue nos olhos durante o processo de composição e gravação do disco.
E mesmo assim a banda procurou criar um trabalho variado e intenso, que leva o ouvinte, durante todo seu interregno, a experimentar as mais variadas sensações, transcendo a simples percepção musical pelo sentido auditivo.
Liricamente o disco também segue o padrão Machine Head de qualidade, com letras profundas e muito bem elaboradas, e que fogem dos clichês clássicos do estilo. Apenas a título de exemplo, "Now we Die" e "In Comes the Flood", possuem algumas das melhores letras da carreira da banda.
As já conhecidas "Now we Die" e "Killers and Kings", que abrem o trabalho, trazem a essência de tudo aquilo que o Machine Head sempre prezou: riffs pesadíssimos e marcantes, cozinha precisa e técnica, linhas vocais que aliam entre o brutal e o melódico de forma brilhante, refrãos grudentos e muitas variações de andamento. Sem dúvida dois clássicos imediatos do MH. Especialmente em "Now we Die", os arranjos épicos, e os momentos mais introspectivos e emocionais, mostram toda essa riqueza sonora que a banda procura explorar, sem deixar de lado suas raízes extremas.
"Ghost Will Hunt My Bones" e "Sail Into the Black", por sua vez, mostra um lado mais denso e melancólico da banda, com climas obscuros e etéreos, mas sempre brutais e agressivos, com um peso descomunal saindo dos auto falantes.
Outra faixa que tem tudo para se tornar um clássico da banda é "Night of Long Knives", na qual os caras fazem uma "singela" homenagem a Charles Manson e sua família fatal. O instrumental cru e sujo, aliados às vocalizações desesperadoras de Robb criaram o clima perfeito para tratar de um tema tão chocante.
Vale ainda destacar "Beneth the Silt", que tem uma linha stoner/sludge, e alguns elementos de southern metal, lembrando bandas como PANTERA, DOWN e BLACK LABEL SOCIETY, e com Robb mostrando novamente toda sua evolução vocal; "In Comes the Flood" talvez seja a faixa que traga mais elementos melódicos nas guitarras, em especial nos licks e solos, lembrando os bons tempos do NWOBHM (nas devidas proporções); "Game Over", que tem uma levada punk/crossover; e a martelada "Take Through the Fire", que encerra o disco destroçando o pescoço do ouvinte.
Sem dúvida, Robb Flynn e seus comparsas conseguiram lançar mais um clássico do metal contemporâneo, que seguirá o ouvinte por toda sua vida, mostrando que o Machine "Fucking" Head, sem dúvida, é a melhor banda de metal da atualidade, e muito a frente das demais. Ou você acha que lançar três discos da qualidade de "The Blackining", "Unto the Locust" e "Bloodstone & Diamonds" na sequência foi sorte?
Bloodstone & Diamonds – Machine Head
(Nuclear Blast - 2014)
Now We Die
Killers and Kings
Ghosts Will Haunt My Bones
Night of Long Knives
Sail into the Black
Eyes of the Dead
Beneath the Silt
In Comes the Flood
Damage Inside
Game Over
Imaginal Cells (Instrumental)
Take Me Through the Fire
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