Aborted: Músicas tão doentias quanto empolgantes
Resenha - Necrotic Manifesto - Aborted
Por Alisson Caetano
Postado em 14 de setembro de 2014
Nota: 6 ![]()
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O resultado obtido em Global Flatline, lançado em 2012, deu mais visibilidade ao ABORTED e seu death metal brutal e influenciado por grindcore, uma mistura que resultava em músicas tão doentias quanto empolgantes.
Se com Global Flatline a banda soube muito bem dosar de forma equilibrada seu death metal semi goregrind com bem vidas variações rítmicas e até um senso melódico bem encaixado, a banda preferiu trilhar em The Necrotic Manifesto caminhos mais diretos, relembrando o início de sua carreira.
No sentido técnico e profissional, a banda continua impecável. A bateria de Ken Bedene continua demolidora, investindo em pegadas brutais e bumbos duplos extremamente velozes. A dupla de guitarras, a cardo de Mendel bij de Leij e Danny Tunker também continuam afiadas e incisivas, com riffs fortes, sem muita firula, entregando a brutalidade que o gênero pede. Já Sven de Caluwé entrega sua performance vocal peculiar de sempre, variando entre vocais rasgados intensos e seu vocal gutural característico.
Até o momento presente, foram listados vários aspectos que fariam de um disco de metal extremo um bom disco, ou seja: bom instrumental, aliado a estruturas rítmicas simples e diretas, isso em se tratando de death metal. O grande problema em The Necrotic Manifesto é justamente soar simples e direto. Em vários momentos temos a impressão de estarmos ouvindo sempre a mesma música.
"Six Feet of Foreplay" é uma das típicas introduções macabras e serve de ponte para "The Extirpation Agenda", com muito peso, levadas alucinantes por parte da bateria e muita influência de grindcore. "Necrotic Manifesto", uma das primeiras faixas a ser liberadas para audição, segue os mesmos caminhos, com mais viradas por parte da bateria e riffs potentes.
"An Enumeration of Cadavers" possui mais cadência em sua parte média, e desde já é um dos destaques positivos. "The Davidian Deceit" é semelhante às anteriores em sua parte inicial, mas encaixa variações de velocidades e riffs grooveados que a tornam outro dos destaques. "Coffin Upon Coffin" segue a mesma receita da faixa anterior: pé no fundo no início que é quebrado por um trecho com solo melódico, não se destacando no fim das contas.
A partir de "Chronicles of Detruncation" não há grandes momentos de destaque, apenas músicas extremamente velozes e muito semelhantes umas às outras. A exceção fica por conta de "Die Verzweiflung", uma faixa lenta, com riffs groove e com um clima macabro muito interessante.
A tentativa em retomar músicas mais simples e diretas acabou gerando um disco que é empolgante apenas de início, perdendo e muito o fôlego durante seu decorrer. Talvez essas músicas funcionem melhor ao vivo, na empolgação do momento, mas para um disco completo acabam soando repetitivas e tornando a audição do disco um processo por vezes até maçante.
Tracklist:
1. Six Feet of Foreplay [Intro]
2. The Extirpation Agenda
3. Necrotic Manifesto
4. An Enumeration of Cadavers
5. Your Entitlement Means Nothing
6. The Davidian Deceit
7. Coffin Upon Coffin
8. Chronicles of Detruncation
9. Sade & Libertine Lunacy
10. Die Verzweiflung
11. Excremental Veracity
12. Purity of Perversion
13. Of Dead Skin & Decay
14. Cenobites
Lineup
Mendel bij de Leij - guitarra
Danny Tunker - guitarra
Ken Bedene - bateria
JB van der Wal - baixo
Sven "Svencho"de Caluwé - vocal
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