Aborted: O horror toma forma em seu mais novo capítulo
Resenha - Necrotic Manifesto - Aborted
Por Guilherme Niehues
Postado em 02 de abril de 2014
Um novo capítulo do ABORTED sairá oficialmente no dia 28 de Abril, mas nós da Horns Up já obtivemos acesso a este petardo.
A arte da capa é simplesmente fenomenal e nos remete muito ao encontrado em seu capítulo anterior, o aclamado "Global Flatline" (2012), um mundo pós-apocalíptico e dando enfase ao tema doentio da banda que é muito bem trabalho, em ambas as formas, musicalmente e artisticamente, claro.
O por que utilizo a ênfase de um novo capítulo da banda?
Pois bem, "The Necrotic Manifesto" é uma evolução de tudo o que "Global Flatline" nos providenciou. E novamente a banda aposta em um aspecto que é brando entre uma estrutura de riffs bem construídas e uma bateria que mostra toda a sua ignorância e versatilidade: a brutalidade!
Um novo nível é alcançado pela banda e, que beira a perfeição em quase todas as faixas apresentadas, em especial os ótimos vocais Sven "Svencho" de Caluwé.
A introdução do álbum "Six Feet of Foreplay", um tanto quanto enigmática com uma atmosfera mórbida nos apresenta uma singela frase ao seu final: "I AM PAIN".
As músicas que se seguem demonstram uma habilidade simplesmente fenomenal de seus integrantes, em especial na primeira música da bolacha que logo de inicio apresenta uma sonoridade tipica do Aborted e mostra toda a técnica do baterista, Ken Bedene.
Porém, não se pode desmerecer seus colegas de bandas e o vocalista já supracitado e aqui tudo se encaixa perfeitamente. Os riffs bem construídos aliados aos vocais exibem uma técnica incrível e deve ser respeitada. Não há sombras de dúvidas de que, a banda está em seu auge e, usa e abusa do que sabem fazer melhor: um Death Metal habilidoso e bem trabalhado.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas, é válido ressaltar de que, apesar de existir uma boa variação de tempo, ótimos riffs e todo o brilho de seus membros, infelizmente o Aborted nos demonstra que está confortável e não aprimora nenhum grande experimento ao longo das 14 faixas. Tudo o que aqui existe, já foi apresentado em seu antecessor. Todavia, é melhor aprimorado e encaixado em termos de musicalidade.
Também é preciso ressaltar que as letras continuam insanas, macabras e apresentam o Gore em sua forma mais pura e decadente.
Apesar de não introduzir nenhuma música épica ou longa que permite a banda a explorar todos os seus conceitos e exibir passagens mais trabalhadas entre o brutal e o melódico - que ocorre com doses certas entre as músicas -, a banda nos apresenta em sua última faixa, intitulada "Cenobites" a mais longa do disco com um pouco mais que 5 minutos.
E se tratando desta última música, ganhamos uma homenagem ao filme cult "Hellraiser", onde os Cenobites são as criaturas do inferno que buscam a alma aprisionada ao inferno para tortura eterna. E de fato, a banda provou que esta música é o ápice de todo o disco, e que a homenagem é bastante digna, inclusive, contando com uma frase clássica de Hellraiser, o líder dos Cenobites. Aliás, para aqueles que conhecem o filme ou tenham acesso a letra, encontrarão claras referências a falas e cenas do primeiro filme da franquia.
Até mesmo a foto promocional do álbum possui algumas pistas referente ao filme e, é digna de transparecer a mensagem que The Necrotic Manifesto apresenta.
Nos resta somente, aumentar o volume no máximo e bater cabeça ao som de mais um excelente trabalho do grupo e do gênero.
"The Necrotic Manifesto":
01. Six Feet Of Foreplay (01:12)
02. The Extirpation Agenda (03:11)
03. Necrotic Manifesto (02:45)
04. An Enumeration Of Cadavers (03:31)
05. Your Entitlement Means Nothing (01:44)
06. The Davidian Deceit (03:32)
07. Coffin Upon Coffin (03:25)
08. Chronicles Of Detruncation (03:07)
09. Sade & Libertine Lunacy (03:41)
10. Die Verzweiflung (02:28)
11. Excremental Veracity (02:38)
12. Purity Of Perversion (02:44)
13. Of Dead Skin & Decay (03:08)
14. Cenobites (05:28)
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