Brutal Exuberância: Obrigatório para quem gosta do estilo
Resenha - Território Perdido - Brutal Exuberância
Por Mário Orestes Silva
Postado em 30 de junho de 2014
Com vários anos de experiência e muito carisma conseguido com este tempo, principalmente nos bairros da periferia da cidade de Manaus, a banda de thrash/heavy metal Brutal Exuberância mostra neste seu CD debut intitulado "Território Perdido", lançado no ano de 2011, que seu legado já se faz histórico com conseqüências notáveis e significantes em seus arranjos e produções.
A "bolachinha" abre com uma sinistra introdução que reflete muito bem o clima caótico da música que emenda em seguida. "Apocalipto" vem com uma cadência rápida, quase extrema, que até mostra indícios de hard core e convida qualquer um que goste de música pesada a, no mínimo, bater a mão acompanhando a bateria. Depois do segundo refrão há uma quebrada com diminuição no ritmo, típica do estilo, para um estrofe retornando à pancadaria, após um certo destaque com dois bumbos e encerra com um solo arrasador.
A segunda "Alcoholic Domination", é a única cantada em inglês do disco. Uma porrada que infelizmente só possui 25 segundos de duração. Em terceira posição está aquela que nomeia o álbum. "Território Perdido" abre com um grande riff que conduz ao aceleramento para entrada da voz. As palhetadas na segunda parte da canção são o grande destaque e casam muito bem com os vocais de Naldão.
"Metal, Essa É Minha Vida" é a próxima faixa que demonstra toda a influência das bandas dos anos 80 e como isto é levado de um modo bastante sadio, no tocante à diversão. Em seguida está "Zona Leste Town" que afirma o carisma da banda, citado no início deste texto, para com seu local de origem. Atenção para seu solo de guitarra. Na penúltima posição está a divertidíssima "Morro de Fome Mas Não Trabalho". Infelizmente com apenas 1 minuto e 27 segundos de duração. Bem que o grupo poderia pensar em estender um pouco mais essas pérolas.
Pra fechar o disco com chave de ouro, vem a ótima "Futuro Incerto". Certamente que se trata da faixa mais trabalhada, com melhor letra, melhor levada, melhor solo de guitarra (apesar de curto, está dividido em duas partes, sendo a segunda o desfecho da música) e com influências inegáveis do magnífico Dorsal Atlântica.
A excelente arte gráfica traz fotos, letras, agradecimentos, créditos e tudo que se espera de um álbum de metal. Em suma, "Território Perdido" é um excelente registro da Brutal Exuberância, que se torna obrigatório para quem gosta do estilo e deseja possuir um grande CD em sua coleção.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
O rockstar que revelou ser a próxima vítima do assassino de John Lennon
O que Johnny Ramone nunca conseguiu entender sobre o grunge
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
As bandas que Mick Jagger e Keith Richards não conseguiam suportar
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O manual sobre "como não pegar mulher" que virou hit de Ozzy Osbourne, segundo Zakk Wylde
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
O detalhe na bateria de Dave Grohl que Josh Homme não consegue explicar
A cirurgia que membros do Metallica, Slayer e Megadeth precisaram fazer, diz Hetfield
Os 15 melhores álbuns do power metal, segundo o RYM, incluindo uma surpresa brasileira
"Minha demissão do Lobão foi esquisita, para não dizer palavrão", diz Billy Brandão
Veja Kurt Cobain, do Nirvana, tocando Iron Maiden em video gravado no Brasil

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



