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The Atlas Moth: Em mundos de luz e trevas ao mesmo tempo

Resenha - Old Believer - Atlas Moth

Por Marcus Spinelli
Postado em 20 de junho de 2014

O sucesso de The Atlas Moth veio sempre de composições convincentes. Embora eles começaram com um sludge formidável, o velho molde da banda de Chicago tinha se quebrado no momento em que gravou o seu segundo álbum de 2011 An Ache for the Distance, que virou um tormento Black Metal em esplendor Psicodélico, marchas mid-tempo em alternados momentos suaves do universo do Rock Alternativo.

O pessoal da banda confirmou essas tendências poliglotas; o urrador Stavros Giannopoulos e cantor David Kush negociam guturais e grandes refrões, evocando uma tensão incrível através de variedade e imprevisibilidade. Em An Ache for the Distance , você podia ouvir o The Atlas Moth trilharem através de algumas dezenas de paixões e ouvia toques, em cada canção, do Deftones e My Bloody Valentine ao Allman Brothers Band e Neurosis. A qualquer momento, o próximo passo era sempre um ponto de interrogação.

The Old Believer teve nos seus primeiros três anos muita turbulência pessoal e profissional, que abrange muitas dessas canções do álbum. Mais do que nunca, o The Atlas Moth depende da dinâmica entre Giannopoulos e Kush; eles alternadamente tomam versos separados, mas trocam de uma linha voz para outra com desenvoltura e, durante os momentos mais dramáticos do álbum, eles cantam juntos.

Desde An Ache for the Distance, Giannopoulos perdeu sua mãe e sua namorada; Kush seu avô; então eles exploram a auto-dúvida e dilemas existenciais, perguntando sobre a vida após a morte e buscam de uma fuga nas músicas. Perto do fim da faixa mais emblemática do álbum, "The Sea Beyond", Giannopoulos e Kush giram em torno um do outro, lamentando a perda de Giannopoulos com Kush repetindo "I know you’re always with me" ("Eu sei que você está sempre comigo"), como uma máxima de autoconfiança. Giannopoulos eventualmente se junta a ele, num embate de desespero e esperança cantando perfeitamente e de forma inesperada de equilíbrio.

Mas, em geral, a variedade do Atlas Moth parece que gerou a sua própria hegemonia. É surpreendente que o que une tudo é a trama central da melodia que efetivamente funciona na totalidade do álbum. Riffs reinando no estilo Stoner Metal, mas não sem se aprofundar em tons de Sludge e Doom. Em essência, isto não é uma forma imediatamente atraente na primeira impressão. É o tipo de metal que vai trabalhar o seu caminho em seguidas apreciações do ouvinte, tomando seu tempo para fazer a marca a que se destina, distintamente original.

Os comprimentos das faixas parece perfeitamente adequado para a tarefa em mãos, não tão longo quanto o Doom, ou tão curto quanto um Rock. A música tem uma variedade de estilos; vai dos efeitos atmosféricos individualizados de cada música, para as suas estruturas melódicas fundamentais contínuas, trazendo inquietantes arranjos vocais e salientes paredões de riffs. Esta vibração específica e bem definida é única.

The Atlas Moth chega a ser pesado e celestial, agressivo e acessível, existindo em mundos de luz e trevas ao mesmo tempo.

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