Nightwish: Força pra resistir a mais uma mudança de vocalista

Resenha - Showtime, Storytime - Nightwish

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Por Gustavo Maiato
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O lançamento do DVD "Showtime, Storytime", gravado no Wacken Open Air, foi o ponto alto de um ano que foi uma verdadeira montanha russa na vida de Tuomas Holopainen e Cia. A saída mal resolvida da vocalista Anette Olzon, a vinda às pressas de Floor Jansen (ex- After Forever, Revamp) e a efetivação da mesma e do multi-instrumentista inglês Troy Donockley (Maddy Prior, You Slosh, The Bad Shepherd) foram documentadas no filme que acompanha o DVD ironicamente intitulado "Please learn the set list in 48 hours", referência ao tempo que a holandesa teve para aprender todas as músicas do set.

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O show mostrou que a banda sobreviveu mais uma vez aos contratempos e conseguiu transmitir toda a grandiosidade do último trabalho de estúdio Imaginaerum (2011). Aliás, gravar um DVD no Wacken diante de 85 mil pessoas já virou tradição para muitas bandas. O palco da pequena cidade alemã já foi escolhido por nomes como Avantasia, Saxon e Running Wild. A escolha das músicas trouxe algumas surpresas como She is my sin (Wishmaster), Romanticide (Once) e Bless the child (Century Child) que não vinham sendo tocadas ultimamente e funcionaram muito bem.

Floor Jansen mostrou que é uma vocalista versátil e conseguiu adaptar sua voz às necessidades atuais da banda, que passa por uma fase menos lírica. Além disso, a holandesa mostrou que estava confortável e passou confiança principalmente quando era exigida (ouça o agudo no final de Ghost Love Score). Os fãs da era Tarja e da era Anette não tiveram do que reclamar nesse sentido.

O show começou com a bombástica Dark chest of wonders que empolgou a plateia e já emendou na famosa Wish I had an angel que mostrou entrosamento entre as vozes do baixista Marco Hietala e Floor. Diferentemente dos DVDs anteriores da banda, dessa vez o microfone da plateia estava bem alto, captando todo o frenesi. Em seguida a banda optou por She is my sin. Essa música foi uma indicação de Floor que já havia cantado como cover na época do After Forever.

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Só na quarta música que começa a aparecer o último álbum Imaginaerum. Ghost River mostrou mais uma vez que a química entre Floor e Marco está fluindo bem. A cadenciada Ever Dream do Century Child emocionou o público e deu lugar a Storytime, canção carro-chefe do Imaginaerum. I want my tears back mostra a outra grande novidade da banda: O multi-instrumentista Troy Donockley. Ele é velho conhecido da banda desde sua participação no álbum Dark Passion Play (2007). Sua contribuição foi fundamental para reproduzir ao vivo as atmosferas variadas características das últimas composições de Tuomas. A banda sabiamente dá sinal de que quer utilizá-lo em músicas antigas, como na nova roupagem para o clássico Nemo.

Troy continuou em cena na instrumental Last of the wilds em que ele duela com o guitarrista Emppu Vuorinen, que teve atuação discreta nos dois últimos álbuns. Bless the child, Romanticide e Amaranth não decepcionaram o público. O ponto baixo do show foi a ausência de uma balada como Sleeping sun ou Slow love slow que adicionaria uma reviravolta interessante nesse carrossel. Outras ausências sentidas foram a do clássico Wishmaster e da Over the hills and far away, versão da original de Gary Moore.

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O show continuou com a aguardadíssima Ghost love score e seus grandiosos 10min 31seg de duração. Floor já confessara que essa é sua canção favorita do Nightwish e a interpretou muito bem. Depois, outra canção longa, dessa vez do último álbum: Song of myself. A música não empolgou tanto quanto a anterior, mas não chegou a desandar. O DVD encerra com a animada Last ride of the day e em seguida a instrumental Imaginaerum começa a tocar enquanto a banda se despedia do público.

"Shotime, storytime" é um excelente registro dessa nova era do Nightwish e prova para todo o mundo que os finlandeses têm força para resistir a mais uma mudança de vocalista.


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