Bloodgood: Mostrando que ainda sabem fazer Metal

Resenha - Dangerously Close - Bloodgood

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Márllon Matos
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Após mais de 20 anos sem nenhum lançamento, o (agora quinteto) BLOODGOOD retorna com Dangerously Close, o seu álbum mais pesado e um dos melhores álbuns de retorno dentro do que se convencionou chamar de cena cristã.

Separados no nascimento: Ronnie James Dio e Maria BethaniaGuns N' Roses: álcool, drogas e intrigas nos primórdios da banda

São 12 faixas (mais uma exclusiva para os apoiadores do kickstarter) bem agressivas e que mostram um lado do BLOODGOOD que poucos conhecem. Alguns fãs da fase histórica da banda podem chiar perante o uso de elementos mais modernos, mas pode ficar tranqüilo que eles não viraram banda de Alternativo, New Metal ou o que quer que seja, a história ainda é Heavy Metal e dos bons !!!

O álbum todo é muito bom e pode figurar sem medo entre os 3 melhores lançamentos da banda, e isto é bom pois mostra que eles conseguiram se reinventar e mesmo assim manter as suas características que sempre a diferenciaram de outras bandas.

A faixas que mais me chagaram a atenção foram: Lamb Of God, single, clip e fortíssima candidata a hit do disco, tem um refrão de fácil assimilação que, nos shows, será certamente cantada por todos.; Child On Earth com uma bem sacada utilização de escalas árabes e arranjos cadenciados; Bread Alone, com bumbos duplos constantes e necessários e com uma levada mais rápida, próxima a do Metal Tradicional; Man In The Middle é uma das mais agressivas do disco, e mostra que os tiozinhos aqui não estão pra brincadeiras quando o assunto é fazer Metal de qualidade e Crush Me, que apesar de ser acústica não tem nada de balada, pois é uma música de linha mais densa e introspectiva.

O trabalho das cordas (Paul Jackson e Oz Fox - guitarras; Michael Bloodgood - baixo) está redondo e satisfatório para uma banda do estilo, Kevin Whisler soca a mão na bateria e sabe dosar momentos mais tranquilos com levadas mais agressivas sem perder o pique e Les Carlsen, bem, o que falar dele ? Está em sua melhor forma e ainda atingindo tons incríveis, deixando muito meninão metido a cantor debaixo do chinelo ! Seu timbre chega a lembrar bastante John Schillit, do PETRA, só que mais encorpado e "raivoso".

Para quem já conhecia é sinal de qualidade, pois o BLOODGOOD nunca errou a mão e pra quem não conhece, vale a pena conferir pois é Metal feito com paixão por quem sabe como fazer !

Track List :

1. Lamb Of God
2. Run Away
3. Child On Earth
4. I Will
5. Bread Alone
6. Pray
7. I Can Hold You
8. Run The Race
9. Father Father
10. Man In The Middle
11. Crush Me
12. In The Trenches
13. The Word [Kickstarter Supporters Bonus Track]

Line - up :

Les Carlsen : Vocais
Michael Bloodgood : Baixo/BGV
Paul Jackson : Guitarra/BGV
Oz Fox : Guitarra/BGV
Kevin Whisler : Bateria


Outras resenhas de Dangerously Close - Bloodgood

nullnull




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Blood Good"


Separados no nascimento: Ronnie James Dio e Maria BethaniaSeparados no nascimento
Ronnie James Dio e Maria Bethania

Guns N' Roses: álcool, drogas e intrigas nos primórdios da bandaGuns N' Roses
álcool, drogas e intrigas nos primórdios da banda

Lemmy Kilmister: A vida dele fazia Keith Richards parecer uma menininhaLemmy Kilmister
A vida dele fazia Keith Richards parecer uma menininha

Death Metal: menina de 6 anos detona no America's Got TalentMetal: os dez melhores guitarristas da atualidadeMax: "Antes morto no palco que velho numa cadeira de rodas"Kerry King: Metallica é como um navio afundado

Sobre Márllon Matos

Nascido em 1990, despertou para o rock em 2002 e desde lá vem sendo o terror dos vizinhos, seja tocando bateria ou ouvindo Metal no mais alto volume. Cristão convicto, curte de Palavrantiga a Crimson Moonlight, e o seu sonho é conseguir ir para a Austrália ver algum show do Mortification.

Mais matérias de Márllon Matos no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336