Resenha - Dangerously Close - Bloodgood

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Por Hananias Souza Santana
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Depois de 12 anos de hiato, um dos ícones do metal cristão, o BLOODGOOD, retornou as atividades em 2006 e desde então fez alguns shows, mas ainda nada de material inédito. Finalmente em 2013 a espera dos fãs terminou, pois em 29 de novembro desse ano foi lançado "Dangerously close", novo disco do grupo, contendo 12 faixas inéditas.
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Atualmente a banda conta com Les Carlsen na voz, Michael Bloodgood no baixo, Kevin Whisler na bateria, Paul Jackson na guitarra e desde o retorno em 2006 a banda também conta com a presença ilustre de Oz Foz (STRYPER) na guitarra. O BLOODGOOD foi uma das bandas pioneiras no metal cristão, a qualidade de sua música e a força das apresentações ao vivo fez dessa banda uma referência no cenário. Dessa forma um novo álbum depois de tanto tempo, cria uma grande responsabilidade para os caras, pois eles não poderiam fazer um disco “meia boca” e manchar o legado que tinham construído.

Felizmente, "Dangerously close” é um bom álbum. Desde a primeira faixa, “Lamb of God”, que foi escolhida pra ter um clipe, se percebe mais ou menos como vai ser o álbum, um pouco diferente dos álbuns anteriores, uma sonoridade mais moderna, mas sem fugir do heavy metal. A produção do disco me agradou, gostei de como todos os instrumentos soaram, os músicos como um todo fizeram um bom trabalho, não notei um destaque individual. O grupo está de parabéns pelos arranjos, muito bem feitos. Les Carlsen continua sendo um bom vocalista, foi bem no disco. Um detalhe é que nas baladas principalmente, seu timbre lembrou muito o de John Schlitt, do PETRA, na verdade as baladas desse álbum lembram o PETRA, que é uma ótima banda, mas se eu estou ouvindo o BLOODGOOD não quero que pareça outra banda, até porque a eles sempre tiveram personalidade. As baladas do disco não me agradaram muito, e outra coisa que não gostei foi a falta de músicas mais rápidas, senti muito a falta de músicas velozes e furiosas como “Out of the Darkness”, “Anguish and Pain” e “Crucify”, por exemplo.

É sempre bom ver grandes bandas das antigas na ativa e lançando bons discos. "Dangerously close” não é tão bom como os clássicos dos anos 80 do BLOODGOOD, mas tem várias faixas interessantes, ótimos arranjos, um bom trabalho de harmonia vocal e foi bem produzido. Espero que novos álbuns sejam lançados por eles, vida longa ao BLOODGOOD!

Destaques: “Child on Earth”, “Pray” e “Man in the Middle”.

Tracklist:
1. Lamb of God
2. Run Away
3. Child on Earth
4. I Will
5. Bread Alone
6. Pray
7. I Can Hold On
8. Run the Race
9. Father Father
10. Man in the Middle
11. Crush Me
12. In the Trenches

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Sobre Hananias Souza Santana

Hananias Souza Santana, nascido em 1990, estudante de administração na Universidade do Estado da Bahia, guitarrista, por ser negro, morar na periferia de Salvador e ser cristão batista, tinha tudo para curtir rap, pagode ou gospel, mas como o amor a música foge a rótulos, se tornou headbanger desde a adolescência. Os estilos de sua preferência são o Hard Rock e Heavy Metal anos 70 e 80, mas ouve um pouco de tudo dentro do rock and roll.

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