Summoning: mais longe do Black e mais perto da música atmosférica
Resenha - Old Mornings Dawn - Summoning
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 11 de agosto de 2013
Após um longo hiato de 7 anos sem lançar um disco de inéditas, os austríacos do SUMMONING voltam com mais um bom álbum. Novamente lançado pela ‘Napalm Records’, o disco mantém a mesma sonoridade pela qual a banda se tornou conhecida, mudando em pouco sua proposta original. O Symphonic/Atmospheric Black Metal praticado pelo SUMMONING influencia bandas por todo o mundo, em especial pelo fato de tratarem de um tema que atrai a muitos Headbangers, o mundo criado por John Ronald Reuel Tolkien (Autor de "O Senhor dos Anéis", "O Hobbit", entre outras obras famosas).
Quem não está acostumado à mistura de sons como flautas, acordeons, precursão (Criados através de Sintetizadores), entre outros instrumentos mais exóticos, ou deve escutar ao disco de mente aberta, ou passar bem longe. Mas mesmo com os ‘instrumentos falsos’, o SUMMONING está cada vez mais convincente e se aproximando de uma sonoridade um pouco mais orgânica.
A banda é formada por apenas dois músicos: Protector, encarregado pelos vocais, guitarras, teclados e bateria programada. Silenius também é responsável pelos vocais, teclados e contrabaixo. Ainda temos a participação de Erika Szucs nos vocais macabros de "Evernight", e "The White Tower" e de David Says em "Old Mornings Dawn" e "Earthshine".
Após a macabra introdução de "Evernight", somos convidados a uma verdadeira viajem sonora à qual já estamos acostumados em discos do SUMMONING. "Flammifer" começa com teclados bem colocados e melancólicos, logo acompanhados por batidas tribais, riffs Black Metal e um vocal esganiçado. O andamento soturno percorre toda a música e já nos leva sem dificuldades aos locais mais obscuros da terra-média.
A faixa título "Old Mornings Dawn" é facilmente a melhor faixa do disco, com todos os elementos que caracterizam a banda, sintetizadores orquestrais e instrumentos de sopro extremamente bem encaixados em meio aos riffs arrastados de Protector.
Com o decorrer do disco e de faixas como "The White Tower" e "Caradhras", o SUMMONING mantém sua sonoridade e as influencias de Tolkien. Para quem já acompanhava a banda desde o início, é possível notar que sua proposta já está começando soar repetitiva, mas ainda é um bom disco para se escutar com um fone de ouvidos em um ambiente escuro. Suponho que os novos fãs ficarão mais empolgados do que os antigos.
Depois de "Of Pale White Morns and Darkened Eves" e "The Wandering Fire", sem maiores destaques tendo em vista o que já foi dito sobre as primeiras músicas e o padrão rítmico das canções, o disco é encerrado com a épica "Earthshine".
Muitos irão considerar esse mais um grande álbum dos austríacos, outros considerarão apenas mais um número na discografia da banda, cada vez mais longe do Black Metal e mais perto da música atmosférica, mas é inegável a capacidade da banda de criar músicas com arranjos exuberantes e atmosferas que fazem viajar para dentro da história da terra-média.
Considero-me fã da proposta da banda e enquanto continuarem lançando bons discos, por mais que soem repetitivos, continuarei os acompanhando.
Summoning - Old Mornings Dawn (2013 - Napalm Records)
Track List:
1 - Evernight (instrumental)
2 - Flammifer
3 - Old Mornings Dawn
4 - The White Tower
5 - Caradhras
6 - Of Pale White Morns and Darkened Eves
7 - The Wandering Fire
8 - Earthshine
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