Scorpions: o melhor álbum de estúdio da banda
Resenha - Fly to the Rainbow - Scorpions
Por Augusto Duarte
Postado em 01 de julho de 2013
A banda alemã a ser batida, Scorpions, entre anúncios de ida e vinda, os caras completarão 48 anos de história nesse ano. Os fãs levaram um susto com o anúncio da última turnê em 2010, mas logo os caras voltaram atrás e desistiram da ideia de "pendurar as guitarras". Fato é que somos todos gratos pela existência dessa banda, que lançou produtos tão relevantes e sofisticados no mercado, chegando na marca de 200 milhões de álbuns vendidos, um desse produtos é o 2º disco de estúdio "Fly to the Rainbow".
Na minha humilde opinião, "Fly to the Rainbow" é o melhor álbum de estúdio da banda e Top 10 na história do metal, lançado em 1º de novembro de 1974. Em apoio ao seu último álbum, "Lonesome Crow", a banda abriu um show para a banda de rock britânica UFO, com uma generosa troca de favores. Após o final da turnê, o guitarrista da banda Michael Schenker (irmão do fundador Rudolf) foi convidado para preencher uma vaga como guitarrista na banda UFO, aceitando. Para espanto de muitos que não sabiam desse fato: A saída de Michael quase resultou na dissolução da banda, mas Rudolf Schenker e Klaus Meine em última análise, resolveram mais tarde se fundir com a banda Dawn Road. A formação do Dawn Road consistia em: Ulrich Roth (guitarra) preenchendo a vaga de Michael, Jürgen Rosenthal (bateria) e Francis Buchholz (baixo). A nova formação retornou sob o nome de Scorpions, antes "The Nameless" (isso mesmo, "Os sem nome") e gravou "Fly to the Rainbow". O álbum alcançou a 83ª posição na paradas do Japão e abriu mercado para a banda no Oriente, onde alguns anos depois gravariam o emblemático "Tokyo Tapes".
A arte da capa não agrada a gregos e troianos, dividindo opiniões ferrenhas até mesmo na banda. Certa vez, em uma entrevista, Uli declarou: "Não me pergunte o que significa essa capa... Eu não gostei desde o começo. Parecia ridículo para mim naquela época e parece muito pior hoje. Foi feito por uma empresa de designers em Hamburgo, que tinham realmente feito um bom trabalho no álbum anterior Lonesome Crow, mas eu acho que o tempo fez eles falharem miseravelmente. Quanto ao significado, só posso imaginar, mas eu preferiria nem me dar a esse trabalho..."
Destacando a guitarra matadora de Uli e os vocais incomparáveis de Klaus Meine, além da precisão técnica que a banda já possuía, podemos destacar 4 músicas entre as 7: "Speedy's Coming", "Drifting Sun", "Fly People Fly" e a faixa-título "Fly to the Raibow".
A faixa-título possui quase 10 minutos de duração, o que para época era considerado um absurdo, por isso chegou a ser descartada do álbum, novamente reintegrada foi surpreendendo a todos pelo sucesso e pela técnica apurada dos integrantes. O álbum também contou com o músico contratado Achim Kirschning (órgão/sintetizador) e com composições de Michael Schenker (três canções foram co-escritas por ele como parte de seu 'acordo' feito por ele ao Scorpions para deixá-los e se juntar à banda de rock britânica UFO em abril daquele ano).
Um álbum para ser ouvido, reouvido e nunca abusado. Essencial para quem curte boa música de forma geral.
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