Queensryche: momento interessante e confuso para ser fã da banda
Resenha - Queensryche - Queensryche
Por Ivan Jones
Postado em 04 de junho de 2013
É um momento interessante para ser um fã do Queensryche, com certeza. É também um momento confuso com duas formações concorrentes em turnês e lançando novas músicas dentro de um curto espaço de tempo, ambas aguardando algum tipo de resolução para a disputa sobre a utilização do nome da banda.
Indo direto ao assunto, o álbum do "Queensryche" de Geoff Tate, "Frequency Unknown", não é tão ruim quanto algumas pessoas dizem, embora soe dolorosamente apressado. Sendo Tate o único membro remanescente, certamente não se sente que é um álbum do Queensryche.
Apesar dos números de "Like" no Facebook estranhamente inflados para o "Tateryche", os fãs reais esmagadoramente apoiaram o Queensryche com seus membros originais Michael Wilton, Scott Rockenfield e Eddie Jackson, que acabam de lançar seu auto-intitulado álbum pela gravadora Century Media.
Alegrem-se fãs do Queensryche, sua banda está de volta! Apesar de muitas músicas boas e sinais de esperança ao longo dos últimos 20 anos, não ouvimos nada de muito interessante desde o álbum "Empire" de 1990. Este auto-intitulado renascimento é tudo o que o álbum "Tateryche" não é, na medida em que não soa forçado, apressado e isso definitivamente soa como Queensryche.
Os destaques são muitos, incluindo "Where Dreams Go To Die", uma faixa que fica melhor a cada vez que se escuta. Suas letras reflexivas e sua composição esmerada é ainda mais surpreendente, uma vez que foi composta por Parker Lundgren, ex-genro de Tate e o guitarrista que assumiu o lugar de Chris DeGarmo (o que não é pouca coisa). O Queensryche parece mais focado do que nunca neste álbum, faixas como "Spore", "Redemption" e "Don’t Look Back" são um retorno às raízes de metal da banda, um retorno que pensávamos que nunca mais iriamos viver para ouvir. Não é uma coincidência que Lundgren e novo vocalista Todd La Torre tenham injetado um espírito de juventude e diversão que se espalhou para os caras originais.
Os momentos absolutos são a assustadora instrumental "Midnight Lullaby" e sua sequência "A World Without", que é uma das melhores canções já escritas pelo grupo. Orquestrações exuberantes, linda interação das guitarras e a participação de Pamela Moore (cantora que também é de Seattle e que participou de "Operation: Mindcrime" como "Sister Mary") fazem desta uma das faixas mais memoráveis do álbum, uma verdadeira homenagem ao seu etéreo passado Mindcrime.
Comprem este álbum, vocês não vão se arrepender. O verdadeiro Ryche voltou.
Faixas do álbum:
1. "X2" (instrumental)
2. "Where Dreams Go to Die"
3. "Spore"
4. "In This Light"
5. "Redemption"
6. "Vindication"
7. "Midnight Lullaby'" (instrumental)
8. "A World Without"
9. "Don’t Look Back"
10. "Fallout"
11. "Open Road"
* Faixas bônus estão incluídas na edição norte-americana "Deluxe Box Set Edition", na edição europeia "Media Book", na edição japonesa, no iTunes, e no LP. Todas as faixas bônus foram gravadas ao vivo no Casino Snoqualmie em Snoqualmie, Washington, em 27 de outubro de 2012.
Queensryche:
Todd La Torre - vocais
Michael Wilton - guitarras
Parker Lundgren - guitarras
Eddie Jackson - baixo
Scott Rockenfield - bateria, percussão, teclados
Ouçam abaixo trechos de todas as faixas.
Matéria traduzida do site
http://www.legendaryrockinterviews.com
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