Marcos De Ros: conseguiu fugir do convencional e previsível
Resenha - Sociedade das Aventuras Fantásticas - Marcos De Ros
Por Marco Paim
Postado em 10 de maio de 2013
Como o próprio Marcos De Ros disse recentemente durante em sua apresentação no Festival Brasileiro de Música de Rua: "É um CD duplo instrumental. Pouca gente teria coragem de lançar isso hoje em dia, só o idiota aqui", arrancando risos da platéia com seu bem humorado jeito de ser, que já se tornou uma marca registrada, vide os milhares de vídeos inusitados postados na internet.
Marcos de Ros - Mais Novidades
Pois bem, Marcos De Ros não demonstrou apenas extrema coragem de lançar um álbum neste formato em tempos de digitalização e piratagem, como também mostrou que pode-se fugir do convencional e o previsível, a mais, pode-se sim ainda inovar neste meio quase ingrato que é o da guitarra instrumental.
Para entender melhor, quando você ouve falar que um guitarrista lançou um CD solo, instrumental, logo te vem na cabeça aquela chupação de Steve Vai, Joe Satriani, John Petrucci e etc... e em 90% dos casos, é exatamente isso o que acontece, mas quando você ouve um CD do ou com o De Ros tocando, você escuta apenas Marcos De Ros, isso é muito interessante, é um estilo inconfundível. Talvez por sua versatilidade que vai do clássico, passando pelo rock e os estilos mais brasileiros como o choro.
A temática entorno do "Sociedade da Aventuras Fantásticas" então é algo tão inusitado, impensado, que chega a ser genial! Fantástico! Segundo as próprias palavras de Marcos: "Esse CD é a minha visão de como eu faria as trilhas sonoras de algumas das aventuras fantásticas que marcaram a minha vida, seja em livros, quadrinhos ou filmes!", ou seja, quando alguém te fala em "Super Man" você logo pensa na clássica trilha do filme, já De Ros cria sua própria trilha sonora. Simples assim.
O ponto forte neste álbum é o cuidado com a musicalidade e arranjos das músicas, deixando por vezes a técnica em segundo plano para buscar na simplicidade da melodia uma uniformidade com o todo. Ótimas linhas de orquestrações completando o tema principal em uma compacta massa sonora onde todos os detalhes são imprescindíveis. Há músicas que se deve ouvir mais de uma vez, ás vezes, até 10 vezes para se notar todos os detalhes e linhas de arranjos, como é o caso de "Alice no País das Maravilhas", "Pinóquio", "Canção Para Poliana" e "Don Quixote De La Mancha". E o detalhe é que não enjoa.
Há também as mais pesadas, puxando para ao heavy metal, que nos remetem aos tempos da banda De Ros como "Moby Dick, a Baleia", a enigmática "Aladim", "A Volta ao Mundo em 80 Dias". E as bem progressivas lembrando os tempos de Akashic como "Sherlock Holmes", "O Pequeno Príncipe" e suas belíssimas frases e harmônicos, "Os Doze Trabalhos de Hércules", "Nauticus, das 20000 Léguas Submarinas", a inusitada "Tarzan" que quando eu ouvi pensei "não pode ser.., e não é que o cara faz o grito do personagem com a guitarra!", me surpreendeu! Além de sua já citada versão para o "Hino do Super Homem".
Além do Capitão Marcos De Ros, a Sociedade ainda é formada por Éder Bergozza (ex-Akashic) nos teclados e piano, o holandês Marcel van der Zawn no baixo, e Tiago Caurio (Anaxes / Astafix) na bateria, completando um time de grandes músicos aqui do RS e garantindo a qualidade de um trabalho de primeira linha. Há também a participação de Rafael Gubert (ex-Akashic), e daí você me pergunta, "Em que faixa ele canta?"... Ele não canta, assobia!! Isso mesmo, nas faixas "Moby Dick" e "Nauticus..." ele faz os assobios. E até isso o cara sabe fazer bem feito! Pode?
Destaque também para a ótima produção sonora e mixagem de Juliano Boz em parceria com Marcos De Ros, eles conseguiram deixar o som pesado, consistente, onde tudo é muito bem audível e agradável, apesar dos inúmeros arranjos. A arte gráfica também não fica para trás, com créditos para Alex Milesi, que também é responsável pelos videos clipes, não só do De Ros, mas de muitos artistas aqui da região, como Hammer 67, Torvo e até Almah. Além das excelentes fotografias de grande Maurício Concatto, que conseguiu captar toda a essência por trás do projeto.
Enfim, uma verdadeira obra prima, um dos melhores lançamentos não só do metal ou instrumental, mas da música brasileira. Uma fonte onde novos e até velhos guitarristas deveriam beber e rever os seus conceitos quanto ao instrumento. Original e Genial! Vale a pena!
--------------------------------------------
"Sociedade das Aventuras Fantásticas"
Ano: 2013
Independente / Pelo Financiarte
Tracklist CD01
01 Era Uma Vez
02 As Aventuras do Capitão Jack Sparrow
03 Alice no País das Maravilhas
04 Moby Dick, a baleia
05 Aladim
06 O Pequeno Príncipe
07 Pinóquio
08 Sherlock Holmes
09 A Volta ao Mundo em 80 Dias
Tracklist CD02
01 Os Doze Trabalhos de Hercules
02 Os 3 Mosqueteiros
03 Nauticus, das 20000 Léguas Submarinas
04 Peter Pan
05 Hino do Super Homen
06 Tarzan
07 Canção Para Poliana
08 Don Quixote de La Mancha
Marcos de Ros - guitarra
Éder Bergozza - teclados
Marcel van der Zwam -baixo
Thiago Caurio - bateria
-------------------------------------------
LINKS
Canal no Youtube:
http://www.youtube.com/user/marcosderos?feature=watch
Site oficial:
http://www.deros.com.br/
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
O vocalista contestado que mudou os rumos de uma das maiores bandas da história do metal
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
As 25 melhores músicas do Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
A música boa escondida no pior disco do Metallica, segundo a Louder
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O grande problema do Bon Jovi que irritava Taylor Hawkins, segundo o próprio
O clássico do prog setentista apontado pelo Hall da Fama como essencial ao rock moderno
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
O guitarrista que faria Eric Clapton ficar apenas na guitarra base, se dividissem o palco
Dream Theater era uma mistura entre Metallica e Yes, segundo John Petrucci
A música mais idiota da carreira do Megadeth, na opinião de Dave Mustaine
O grande erro do rock nacional, segundo Charles Gavin (e por que Frejat discorda)
Como foi a única conversa entre Raul Seixas e Renato Russo, segundo biografia
A atuação de Chester Bennington que rendeu Grammy ao Linkin Park, segundo Mike Shinoda


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



