Deep Purple: banda volta aos holofotes com um novo disco

Resenha - Now What?! - Deep Purple

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Por Daniel Fideli
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Após quase oito anos de espera desde o último álbum "Rapture Of The Deep", o Deep Purple volta aos holofotes com um novo disco intitulado "Now What?!". A bolacha produzida por Bob Ezrin (Alice Cooper, Kiss, Pink Floyd) é o 19º registro de estúdio da clássica banda britânica, e o 12º com Ian Gillan nos vocais.

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"Now What?!" abre com a faixa "A Simple Song", e de cara exibe um belíssimo vocal de Gillan, que canta de maneira soberba. Aos 2 minutos, a música se transforma e ganha a "face" do Deep Purple, com uma combinação incrível entre os teclados de Don Airey e a guitarra de Steve Morse. A dupla parece estar mais entrosada do que nunca

"Weirdistan" vem na sequência e mostra um Purple um pouco mais cadenciado, com destaque para o solo de teclado de Airey, que remete a bandas de rock progressivo como o Yes. Já "Out Of Hand" é marcada por um ótimo riff que fará os mais saudosos se lembrarem do clássico "Perfect Strangers".

A quarta música do disco é também o segundo single proveniente de "Now What?!". "Hell To Pay" é um daqueles rocks de arena, tradicionalmente feitos pelas bandas dos anos 70. Com refrão fácil, a música gruda na cabeça e certamente será presença obrigatória no setlist que a banda utilizará na turnê de divulgação do álbum.

"Body Line" tem uma pegada funk, com o baixo pulsante de Roger Glover e a bateria precisa de Ian Paice em total harmonia. "Above And Beyond" começa com Airey mais uma vez evocando seu lado progressivo. A música lembra muito o Genesis da década de 80, com o teclado predominante em toda sua estrutura.

Em "Blood From A Stone" o Purple tira o pé do acelerador, e o destaque fica por conta do belíssimo solo de Morse. O guitarrista, por sinal, demonstra muita personalidade ao longo dos 61 minutos de "Now What?!". Steve claramente se inspira no genial Ritchie Blackmore, porém em nenhum momento perde sua própria essência.

O disco chega ao seu auge na oitava faixa, intitulada "Uncommon Man". O pequeno épico de 7 minutos, da espaço para que todos os integrantes possam brilhar, com destaque para Morse em um grande riff, acompanhado de arranjos orquestrados. Cabe citar a "homenagem" de Ian Paice a "Smoke On The Water" no exato terceiro minuto da faixa.

"Après Vous" é mais do mesmo, nada muito diferente do que a banda tenha feito no último disco "Rapture Of The Deep". "All The Time In The World" foi o primeiro single de "Now What?!" e causou estranheza aos fãs que aguardavam um novo "Fireball". A música, entretanto, conta com um ótimo vocal de Ian Gillan, confortável cantando de maneira bastante suave. É daquelas para se escutar numa manhã ensolarada de domingo.

A décima primeira faixa, "Vincent Prize" começa com um clima soturno regado a órgãos e corais de igreja. A canção parece ter sido criada diretamente para a trilha sonora de um filme de terror. Quem tem acompanhado a carreira do Ghost vai notar certa semelhança da faixa com o trabalho feito pela banda sueca.

O disco se encerra com a faixa bônus "It'll Be Me". Aqui o Deep Purple recorda uma de suas principais influência: o blues. A música mais curta do álbum (3min04s) mostra a banda pisando em território já conhecido. Fãs do guitarrista Joe Bonamassa provavelmente irão gostar.

"Now What?!" não está no mesmo patamar da clássica trinca "In Rock", "Fireball" e "Machine Head" como Ian Gillan chegou a declarar. Mas sem sombra de dúvidas é um disco que faz jus a discografia da banda. A produção polida de Bob Ezrin trouxe uma nova cara ao som de Deep Purple, mais moderno e atualizado, porém sem perder sua raiz musical.

Faixas:
1."A Simple Song" - 4:39
2."Weirdistan"- 4:15
3."Out Of Hand" - 6:09
4."Hell To Pay" - 5:10
5."Body Line" - 4:26
6."Above And Beyond" - 5:30
7."Blood From A Stone" - 5:18
8."Uncommon Man" - 7:02
9."Après Vous" - 5:24
10."All The Time In The World" - 4:21
11."Vincent Price" - 4:46
12."It'll Be Me" - 3:02

Deep Purple:
Don Airey - teclados
Ian Gillan - vocais
Roger Glover - baixo
Steve Morse - guitarra
Ian Paice – bateria

Prudutor:
Bob Ezrin


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