Deep Purple: banda volta aos holofotes com um novo disco
Resenha - Now What?! - Deep Purple
Por Daniel Fideli
Postado em 07 de maio de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após quase oito anos de espera desde o último álbum "Rapture Of The Deep", o Deep Purple volta aos holofotes com um novo disco intitulado "Now What?!". A bolacha produzida por Bob Ezrin (Alice Cooper, Kiss, Pink Floyd) é o 19º registro de estúdio da clássica banda britânica, e o 12º com Ian Gillan nos vocais.
"Now What?!" abre com a faixa "A Simple Song", e de cara exibe um belíssimo vocal de Gillan, que canta de maneira soberba. Aos 2 minutos, a música se transforma e ganha a "face" do Deep Purple, com uma combinação incrível entre os teclados de Don Airey e a guitarra de Steve Morse. A dupla parece estar mais entrosada do que nunca
"Weirdistan" vem na sequência e mostra um Purple um pouco mais cadenciado, com destaque para o solo de teclado de Airey, que remete a bandas de rock progressivo como o Yes. Já "Out Of Hand" é marcada por um ótimo riff que fará os mais saudosos se lembrarem do clássico "Perfect Strangers".
A quarta música do disco é também o segundo single proveniente de "Now What?!". "Hell To Pay" é um daqueles rocks de arena, tradicionalmente feitos pelas bandas dos anos 70. Com refrão fácil, a música gruda na cabeça e certamente será presença obrigatória no setlist que a banda utilizará na turnê de divulgação do álbum.
"Body Line" tem uma pegada funk, com o baixo pulsante de Roger Glover e a bateria precisa de Ian Paice em total harmonia. "Above And Beyond" começa com Airey mais uma vez evocando seu lado progressivo. A música lembra muito o Genesis da década de 80, com o teclado predominante em toda sua estrutura.
Em "Blood From A Stone" o Purple tira o pé do acelerador, e o destaque fica por conta do belíssimo solo de Morse. O guitarrista, por sinal, demonstra muita personalidade ao longo dos 61 minutos de "Now What?!". Steve claramente se inspira no genial Ritchie Blackmore, porém em nenhum momento perde sua própria essência.
O disco chega ao seu auge na oitava faixa, intitulada "Uncommon Man". O pequeno épico de 7 minutos, da espaço para que todos os integrantes possam brilhar, com destaque para Morse em um grande riff, acompanhado de arranjos orquestrados. Cabe citar a "homenagem" de Ian Paice a "Smoke On The Water" no exato terceiro minuto da faixa.
"Après Vous" é mais do mesmo, nada muito diferente do que a banda tenha feito no último disco "Rapture Of The Deep". "All The Time In The World" foi o primeiro single de "Now What?!" e causou estranheza aos fãs que aguardavam um novo "Fireball". A música, entretanto, conta com um ótimo vocal de Ian Gillan, confortável cantando de maneira bastante suave. É daquelas para se escutar numa manhã ensolarada de domingo.
A décima primeira faixa, "Vincent Prize" começa com um clima soturno regado a órgãos e corais de igreja. A canção parece ter sido criada diretamente para a trilha sonora de um filme de terror. Quem tem acompanhado a carreira do Ghost vai notar certa semelhança da faixa com o trabalho feito pela banda sueca.
O disco se encerra com a faixa bônus "It'll Be Me". Aqui o Deep Purple recorda uma de suas principais influência: o blues. A música mais curta do álbum (3min04s) mostra a banda pisando em território já conhecido. Fãs do guitarrista Joe Bonamassa provavelmente irão gostar.
"Now What?!" não está no mesmo patamar da clássica trinca "In Rock", "Fireball" e "Machine Head" como Ian Gillan chegou a declarar. Mas sem sombra de dúvidas é um disco que faz jus a discografia da banda. A produção polida de Bob Ezrin trouxe uma nova cara ao som de Deep Purple, mais moderno e atualizado, porém sem perder sua raiz musical.
Faixas:
1."A Simple Song" - 4:39
2."Weirdistan"- 4:15
3."Out Of Hand" - 6:09
4."Hell To Pay" - 5:10
5."Body Line" - 4:26
6."Above And Beyond" - 5:30
7."Blood From A Stone" - 5:18
8."Uncommon Man" - 7:02
9."Après Vous" - 5:24
10."All The Time In The World" - 4:21
11."Vincent Price" - 4:46
12."It'll Be Me" - 3:02
Deep Purple:
Don Airey - teclados
Ian Gillan - vocais
Roger Glover - baixo
Steve Morse - guitarra
Ian Paice – bateria
Prudutor:
Bob Ezrin
Outras resenhas de Now What?! - Deep Purple
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Influencer detona "sommelier de underground" em vídeo viral que Rafael Bittencourt curtiu
Slash revela onde acontece a democracia - que não é a chinesa - no Guns N' Roses
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
Left To Die retornará ao Brasil em setembro tocando clássicos do Death
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
A banda que tinha música, tinha talento... mas não tinha o "pacote" do Led Zeppelin
A banda favorita da atriz Alessandra Negrini; "É a banda que eu mais amo"
O gênero musical que nunca será tão relevante quanto o rock, segundo Gene Simmons
O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
O único rockstar que Kurt Cobain disse admirar de verdade; "Eu não pedi autógrafo"
Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
W.A.S.P. anuncia turnê tocando músicas dos quatro primeiros álbuns
A banda de metal cujo cantor se disfarçava para não perder o emprego na Petrobras
Rush: a atração principal que fez Geddy Lee ir embora após abertura do Genesis
Regis Tadeu explica porque o Sepultura jamais atingiria a popularidade do Metallica
Black Sabbath: A lenda do vampiro do cemitério de Highate


A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Hits dos Beatles, Deep Purple e The Doors com riffs "roubados" de outras músicas
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
Deep Purple lançará seu próximo disco em junho, afirma Ian Gillan
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



