Deep Purple: um álbum sólido com excelentes pormenores técnicos

Resenha - Now What?! - Deep Purple

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Por João Braga
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7


O novo álbum dos lendários mestres do hard rock/heavy metal é lançado oito anos depois do último disco da banda britânica. Pessoalmente estava à espera de um álbum desapontante e sem chama com um ou dois bons apontamentos. Felizmente, o álbum superou as minhas expectativas! Apesar de não ser um disco ao nível dos clássicos "NOW What?!" consegue apresentar bons apontamentos técnicos com músicas bastante rockeiras e grandes combinações instrumentais entre Steve Morse e Don Airey. Sendo um enorme fã da banda, é sempre com agrado que ouço qualquer um dos lançamentos do grupo, mesmo sem Ritchie Blackmore.

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O álbum começa com a poderosa "A Simple Song" com uma intro emocional de cerca de dois minutos, a faixa rapidamente mostra uma tonalidade bem mais pesada, e devo dizer, raivosa.

Seguem-se "Weirdistan" e "Out Of Hand" que são das faixas mais pesadas e rockeiras deste álbum com enorme destaque para a guitarra de Steve Morse, a criatividade da bateria de Ian Paice e a voz de Ian Gillan. De acordo com um press-release, o álbum seria gravado sem qualquer tipo de regras, com uma fresca e moderna produção musical e que teria a "elegância de Perfect Strangers e a liberdade de Made In Japan". Tal afirmação parece-me por demais rebuscada e completamente exagerada, seja como for, a faixa "Hell to Pay" demonstra a qualidade técnica, liberdade e a elegância referida acima com Steve Morse e Don Airey a protagonizarem uma batalha instrumental que já não se ouvia desde os tempos do "mestre dos mestres" Ritchie Blackmore e lendário Jon Lord.

A produção do álbum é muito provavelmente das melhores da banda desde "Purpendicular", não deixando descurar os sons mágicos das teclas de Don Airey, os entusiásticos riffs e solos de Steve Morse, as habilidosas composições de Roger Glover, a energia da bateria de Ian Paice e os "gritos" do icónico Ian Gillan. O grupo preocupa-se em demonstrar que funciona bem e que gosta de tocar junto. De destacar faixas como: a poderosa "A Simple Song", a criativa "Weirdistan", a pesada "Out Of Hand", a espetacular "Hell to Pay" e a estranhamente obscura "Vincent Price".

Não me interpretem mal, este disco não está ao nível de clássicos como "Deep Purple", "In Rock", "Machine Head", "Burn" ou "Perfect Strangers", entre outros. Nem sequer tem a magia instrumental e o espírito de outros tempos, nem pouco mais ou menos. Falta a magia do "mestre dos mestres" Ritchie Blackmore e a perfeição de Jon Lord, mas mesmo assim é um álbum que está ao nível do primeiro lançado por esta formação, "Purpendicular" e que é claramente um passo à frente do anterior lançado em 2005, intitulado "Rapture Of The Deep". É uma boa adição à coleção de qualquer fã, que como eu segue esta banda há muitos anos.

Lista de faixas de "NOW What?!":

01. A Simple Song
02. Weirdistan
03. Out Of Hand
04. Hell To Pay
05. Body Line
06. Above And Beyond
07. Blood From A Stone
08. Uncommon Man
09. Après Vous
10. All The Time In The World
11. Vincent Price


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Sobre João Braga

Um orgulhoso português, residente no Porto e com 22 anos de idade. Economista e um grande apreciador de música de Rock e Metal, desde o soft rock dos Boston ou Journey até o pesado thrash metal dos Overkill, gosto por várias vertentes do Rock e do Metal desde o mais suave até o mais rápido e pesado. Enorme fã de bandas como Deep Purple, Rush, Overkill, Metallica, Led Zeppelin, Coroner ou Genesis, entre outras. Escritor em diversos sites de música ligados ao mundo do Rock e do Metal: artigos de raridades, notícias ou simplesmente reviews de CD's; gosto especial pela música dos anos 70, conhecedor, "investigador" e critico da música fabricada na melhor década que a indústria musical alguma vez conheceu (70's)

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