Queensryche: o estrago parece não ter reparo... uma pena...
Resenha - Queensryche - Frequency Unknown
Por Doctor Robert
Postado em 30 de abril de 2013
Nota: 5 ![]()
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Ao longo do ano passado, a briga entre Geoff Tate e seus companheiros de Queensryche dominou algumas manchetes de sites e revistas especializadas em rock, com alguns detalhes sórdidos de dar inveja em publicações do tipo "Contigo" e o velho jornal "Notícias Populares", envolvendo cusparadas, ameaças com facas, xingamento do público pelo vocalista... detalhes e mais detalhes nojentos que mancharam a história de uma das bandas mais importantes da história do metal progressivo. E tudo culminou com a demissão do vocalista pelos demais membros. O resultado? Hoje temos duas versões do Queensryche circulando por aí, uma com Michael Wilton e Cia, tendo Todd LaTorre nos vocais, e outra com Geoff Tate e uma série de músicos contratados. E esta segunda vertente desta esquizofrenia toda acaba de lançar seu primeiro registro em estúdio.
Em "Frequency Unknown" Tate segue trilhando pelo mesmo caminho dos últimos trabalhos que realizou com seus ex-companheiros, apresentando um disco que flutua entre o hard rock e o heavy metal mais linear, fugindo daquele padrão criado no período áureo junto a Chris DeGarmo, com seus arranjos de duas guitarras e andamentos intrincados. Essa nova versão do Queensryche presenta alguns riffs bem pesados (como em "Slave"), mostra-se raivoso em "Dare", um pouco mais melodioso em "Give It To You"... atira pra todo lado, mas não convence em nenhuma das vertentes onde se arrisca, infelizmente.
Mesmo tendo um time all-star tocando ao seu lado (com participações de nomes que falam por si, como Rudy Sarzo, Simon Wright, K. K. Downing, Chris Poland, Paul Bostaph, Ty Tabor, Brad Gillis, Dave Meniketti...), "Frequency Unknown" é uma decepção só. Sim, há flashes de inspiração aqui e ali ("In The Hands Of God" é muito boa, e "Everything" chega a surpreender), mas no geral, fica a triste impressão de que Tate só queria mesmo fazer algo para disparar contra seus desafetos. Uma sensação de um trabalho feito às pressas, sem inspiração, apenas para dizer "sim, eu saí na frente de vocês".
Ah sim, e como não havia material suficiente, que tal regravar alguns de seus maiores sucessos? E são estes momentos em que o fã de Queensryche talvez vá se decepcionar ainda mais... "I Don’t Believe In Love" teve seu refrão regravado de forma ridícula, "Empire" ficou com um andamento mais lento, "Jet City Woman" se manteve de certa forma fiel, assim como "Silent Lucidity", mas... o estrago parece não ter reparo... Uma pena!
Faixas
1. Cold (3:39)
2. Dare (3:36)
3. Give It To You (4:36)
4. Slave (3:55)
5. In The Hands Of God (3:50)
6. Running Backwards (3:27)
7. Life Without You (4:41)
8. Everything (4:2
9. Fallen (4:1
10. The Weight Of The World (6:20)
11. I Don't Believe In Love (4:32)
12. Empire (5:24)
13. Jet City Woman (5:33)
14. Silent Lucidity (5:41)
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