God Dethroned: a fábrica de riffs se mantém intacta
Resenha - Under The Sign Of The Iron Cross - God Dethroned
Por Vitor Franceschini
Postado em 08 de março de 2013
Nota: 9 ![]()
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Pena essa banda ter chegado ao fim no ano passado, já que o primeiro trabalho que ouvi desses holandeses foi "Passiondale (Passchendaele)" de 2009 e mal sabia que era o oitavo full length dos caras. Desde então passei a acompanhar mais a carreira da banda, afinal o disco citado é um marco na carreira do God Dethroned, tanto musicalmente quanto liricamente.
"Under The Sign Of The Iron Cross" é o mais recente trabalho e agora foi lançado pela Shinigami Records por aqui. Não há dúvidas que esse disco consolidou de vez o God Dethroned como um dos principais nomes do Blackened Death Metal, isso se não for, até então, a estrela maior do gênero.
E isso tem motivo, afinal os caras sabem desenvolver essa mescla como poucos e produziu trabalhos de qualidade durante seus mais de 20 anos de carreira. "Under The Sign Of The Iron Cross" mostra uma banda coesa, tinindo. Carregado de densidade, o trabalho mostra um equilíbrio impressionante entre as 8 faixas (ainda contém uma intro) que o compõem.
A fábrica de riffs se mantém intacta, assim como os sempre bem feitos solos, mérito de Henri Sattler e Danny Tunker. A bateria extremamente técnica do estreante Michiel van der Plicht mantém a pegada de sempre, com incríveis ‘blast beats’ e viradas impressionantemente rápidas. É praticamente uma mescla com o início e o final da carreira da banda.
Tudo sem contar a excelente produção sonora, a cargo de Joerg Uken e do próprio Henri, além do ótimo trabalho gráfico feito por Karl-Heinz Schuster. Não posso deixar de citar a épica faixa título e sua incrível melodia, Through Byzantine Hemispheres, The Red Baron e seus ótimos solos. Triste fim, porém com honra!
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