Badlands: a estreia do supergrupo de Jake E. Lee
Resenha - Badlands - Badlands
Por Thiago Pimentel
Postado em 20 de fevereiro de 2013
Nos anos 80, o rock n' roll viveu um de seus maiores ápices comerciais. O resultado? Inúmeros álbuns de hard rock e heavy metal viram a luz do dia.
Mesmo tendo contribuído com dois registros clássico desta década – os discos "Bark at The Moon" (1983) e "The Ultimate Sin" (1986), com Ozzy Osbourne – , o guitarrista norte-americano Jake E. Lee ainda reservara, no ano de 1989, uma de suas maiores surpresas, o supergrupo Badlands.

A proposta da banda era simples: unir o hard rock oitentista com elementos do blues – tão presente no rock n' roll dos anos 70, aliás. Para esse objetivo, Jake E. Lee não teria opção melhor que o incrível vocalista Ray Gillen.
Na abertura do disco, com a faixa "High Wire", a música rouba atenção, de forma espontânea, tanto pelos riffs certeiros de Lee quanto pelos vocais energéticos de Ray Gillen. Fazendo uso de linhas cativantes e cheias de interpretação, comparações entre Gillen e Robert Plant (Led Zeppelin) foram inevitáveis, pois ele carregara muitas influências de Plant. Curiosamente, o cantor já era conhecido no circuito por uma polêmica e repentina passagem no Black Sabbath. Banda que, também, 'cedeu' mais um incrível músico para o projeto de Lee, o baterista Eric Singer – no futuro, ficaria famoso por cuidar das baquetas de um "pequeno" grupo de rock chamado Kiss.

Para quem, na época, culpava Jake E. Lee pelo tom acessível de "The Ultimate Sin", este álbum mostra que, em tese, a preferência musical do guitarrista é outra. Mesmo a balada "Dreams in the Dark" – que, assim como "High Wire", também tornou-se single – não soa forçada. Após o pequeno solo de baixo de Greg Chaisson, na introdução, o incrível talento de Gillen, novamente, se sobressai e convenhamos: com um guitarrista como Jake E. Lee tocando, se destacar não é uma tarefa das mais simples.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O trabalho prossegue com a bela peça acústica "Jade's Song". Na verdade, a vinheta instrumental serve de introdução para uma das mais incríveis músicas do disco, a zeppeliana "Winter's Call". Desde o dedilhado inicial aos momentos de pura energia, a faixa prende a atenção - excelente!
Apesar do visual glam, o disco rompe possíveis preconceitos exibindo um rock n' roll maduro e bem composto. Uma curiosidade deste debut é que, na composição, os músicos contaram com a colaboração do produtor Paul O' Neil – músico que ficou famoso por contribuir em músicas de bandas como o Savatage, por exemplo.
O lado mais roqueiro dos músicos volta a aparecer em composições como "Dancing on the Edge" e "Streets Cry Freedom" – que conta com um solo de guitarra bem diferenciado e exótico em sua conclusão. Solos? Falando neles, em "Hard Drive" as guitarras de Lee voltam a ficar em evidência nessa que é uma canções com mais referências musicais da década de 80.

A nona faixa ("Devil's Stomp") mantém o nível e precede uma das mais músicas do registro: "Seasons". Balada do início ao fim, a canção brinda o ouvinte com incríveis dedilhados e linhas de guitarra de Jake E. Lee em sua clássica stratocaster 'turbinada'. Faltou algo? Claro, os vocais de Gillen... e como canta(va) o sujeito. Sim, infelizmente, o verbo tem que ser utilizado no passado, pois o vocalista faleceu, no ano de 1993, como consequência de problemas causados pela AIDS.
Fechando o trabalho, a ótima "Ball and Chain" – com um senhor riff de guitarra em sua introdução – mostra que o disco é incrivelmente bem balanceado em canções ora rápidas, ora cadenciadas. Além disso, destaca a performance de todos os membros da banda em suas muitas variações que inclui, até mesmo, muitas camadas de violão.

Fã de rock n' roll? Vocais carregados de interpretação? Guitarras bem tocadas e sem exageros? Certamente o primeiro registro do Badlands merece sua atenção, pois trata-se de um trabalho sólido, bem composto, tocado e produzido. Daquele tipo de disco que, de tão interessante, você não compreende o motivo da banda não ter atingido um público maior. E, vejam só, o Badlands ainda possuía músicos gabaritados e já conhecidos em sua formação...

Músicas-chave:
"Winter's Call" ; "Ball and Chain" ; "Seasons"
Formação:
Ray Gillen – vocais
Jake E. Lee – guitarras
Greg Chaisson – baixo
Eric Singer – bateria
Tracklist:
01. High Wire
02. Dreams in the Dark
03. Jade's Song
04. Winter's Call
05. Dancing on the Edge
06. Streets Cry Freedom
07. Hard Driver
08. Rumblin' Train
09. Devil's Stomp
10. Seasons
11. Ball and Chain
http://hangover-music.blogspot.com/2013/01/resenha-badlands-badlands.html
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