Os 6 melhores vocalistas de metal farofa que a Loudwire considera injustamente subestimados
Por Bruce William
Postado em 12 de outubro de 2025
O metal farofa, também chamado de hair metal, revelou alguns dos maiores vocalistas da história do rock. Cantores como David Coverdale, Vince Neil e Sebastian Bach viraram símbolos do estilo, mas muitos outros, igualmente talentosos, ficaram à margem. Seja por não atingirem grande sucesso comercial ou por terem sido ofuscados por personalidades extravagantes, suas vozes não receberam a mesma atenção. A Loudwire listou seis desses nomes que merecem ser lembrados, em uma lista que pode ser vista com mais detalhes (em inglês) neste link.
Melhores e Maiores - Mais Listas
O primeiro deles é John Sykes. Embora lembrado principalmente pela guitarra em discos como "Thunder and Lightning" (Thin Lizzy, 1983) e "Whitesnake" (1987), ele também revelou grande talento como cantor no projeto Blue Murder. Ao lado de Tony Franklin e Carmine Appice, lançou em 1989 o álbum homônimo, onde mostrou uma voz versátil em faixas como "Jelly Roll" e "Black Hearted Woman". Sykes faleceu em 20 de janeiro de 2025, aos 65 anos, deixando um forte legado como guitarrista e vocalista.
Robin McAuley é outro nome citado. Irlandês, começou com a banda Grand Prix em 1982 e alcançou projeção maior ao integrar o McAuley Schenker Group, ao lado do guitarrista Michael Schenker. Entre 1987 e 1991, lançaram três discos, incluindo "Save Yourself" (1989), que trouxe o sucesso "Anytime". McAuley seguiu ativo em carreira solo, com lançamento previsto para 2025, e também integra o projeto Black Swan, ao lado de Reb Beach, Jeff Pilson e Matt Starr.
Ray Gillen, lembrado como vocalista do Badlands, também entrou na lista. Antes, havia passado pelo Black Sabbath em 1986, chegando a gravar demos para "The Eternal Idol". Com o Badlands, ao lado de Jake E. Lee, Eric Singer e Greg Chaisson, lançou um dos discos mais respeitados da época. Sua voz, capaz de alternar entre graves intensos e agudos poderosos, brilhou em canções como "Dreams in the Dark" e "Winter's Call". Gillen chegou a ser cogitado para os vocais do Blue Murder, mas Sykes decidiu assumir o posto.
Outro nome lembrado é Dave Meniketti, do Y&T. Guitarrista e vocalista, começou nos anos 70 e, embora a banda já tivesse longa trajetória, foi com discos como "Down for the Count" e "Contagious" que se aproximou da sonoridade do metal farofa. Meniketti possui uma voz rasgada e carregada de influência do blues, característica que se tornou tão marcante quanto seu estilo de guitarra.
Do lado da cena de São Francisco, surgiu Davy Vain. Antes de assumir os vocais do Vain, ele atuou como produtor, chegando a trabalhar no disco "The Ultra-Violence", do Death Angel. O Vain lançou músicas que transitavam entre o glam, o gótico e o rock alternativo. A voz de Davy, comparada a Michael Monroe, somada a composições bem construídas como "Beat the Bullet", deu identidade própria à banda e conquistou seguidores fiéis.
Por fim, a lista destaca Bert Heerink, vocalista da banda holandesa Vandenberg, liderada pelo guitarrista Adrian Vandenberg. No início dos anos 80, o grupo lançou dois álbuns, incluindo o trabalho de estreia em 1981, com a faixa "Burning Heart". Enquanto Adrian se destacava na guitarra, Heerink entregava performances vocais quentes e cheias de dinâmica. Sua habilidade lhe rendeu o apelido de "Robert Plant holandês", reforçando a comparação com um dos maiores nomes do rock.
Esses seis cantores não alcançaram a fama global de outros astros do metal farofa, mas suas vozes continuam sendo lembradas por fãs e músicos como parte essencial da história do estilo. Cada um deles contribuiu com uma identidade própria, seja na forma de interpretar baladas, de sustentar agudos cheios de energia ou de trazer influências do blues e até do gótico para dentro do hard rock. Mesmo sem ocupar o centro das atenções na época, deixaram registros que ainda hoje servem de referência para músicos mais jovens e mostram como o metal farofa foi muito além de seus nomes mais conhecidos.
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