Ravenland: "Nevermore" muito além do Gothic Metal
Resenha - Nevermore - Ravenland
Por Sharon Ross
Fonte: Site oficial da banda
Postado em 29 de outubro de 2012
Com 15 anos de carreira (a Ravenland surgiu em meados de 1996 e lançou seu primeiro EP em 1998), a banda veio a estabilizar seu nome na história do Gothic Metal nacional no lançamento do seu segundo álbum "and a crow brings me back" pela gravadora Fremind Records qual foi considerado como a maior obra do Gothic Metal nacional de 2009.
Agora a Ravenland mostra a total maturidade levando seu som muito além do Gothic Metal em seu mais novo EP "Nevermore", adiantando um pouco do que vem por aí no seu terceiro e próximo álbum de estúdio. O EP acaba de ser lançado em formato digital, e a própria banda o disponibilizou para Download totalmente gratuito em seu site, se adaptando ao novo mercado mundial da música digital, (embora o lançamento esteja acontecendo em formato físico também e com bônus tracks qual será vendido nos shows da banda).
O EP "Nevermore" traz a estreia oficial da nova vocalista Juliana Rossi (ex-HevoraH/Evita - Musical da Broadway), apesar de manter as influências do Gothic Metal, sua sonoridade soa bem mais evoluída, algo mais Rock Metal. Não espere aqui algo sinfônico, pois nunca foi a praia da banda, teclados orquestrados ou vocais femininos operísticos e masculinos guturais não são usuais na Ravenland, aliás, isso é o principal diferencial deles em relação a outras dezenas de bandas de Gothic Metal que existem por aí. Embora a Ravenland possua agora uma excelente e competente vocalista feminina para dividir os vocais com Dewindson Wolfheart, a Juliana possui uma versatilidade incrível, embora aqui ela não faça uso de seus vocais líricos. Já os vocais de Dewindson continuam graves e limpos, embora soando mais melódico e com uma interpretação mais profunda.
A "Nevermore" é uma faixa que assim como o nome da banda, foi inspirada no poema do Edgar Alan Poe "the Raven", uma música que mostra muita energia, difícil dizer qual é o refrão, pois existem dois, o primeiro cantado apenas por Wolfheart qual faz jus a todas as influências de Dark Rock que a banda possui, o segundo, que é quando entra a voz da Juliana Rossi, esse muito mais melódico e belo, refrão pegajoso e marcante, o timbre de sua voz nesta música está lembrando muito o da cantora norte americana Emy Lee do Evanescence. O instrumental segue com a guitarra bem mais pesada que no álbum "...and a crow brings me back" 2009 e do que no EP "Memories" 2011, com arranjos sempre belíssimos criados pelo guitarrista Banes Gonçalves, vale ressaltar o solo, rápido e ao mesmo tempo melódico, Já o baixo do João Cruz, dá para ver que esse é um grande músico mesmo, lançando contratempos e harmônicas ao mesmo tempo em que garante o peso nos momentos do solo. Já os efeitos de teclados, estão ótimos, bem diferentes do usual, nada sinfônico, o que já vem fazendo a marca da Ravenland desde o seu segundo CD e ainda os deixa com o mesmo nível de outras bandas gringas do estilo. O baterista Fernando Tropz, bem, respeito muito o Ricardo Confessori (Angra/Shaman) quem gravou a bateria do último disco da Ravenland no estúdio, grande baterista mundialmente conhecido, um dos melhores do Brasil e realmente a banda encontrou um baterista que faz jus, Fernando Tropz mostra realmente ser um dos maiores no Brasil e que tem muita pegada e domínio, sem exibicionismo de pedal duplo, embora ele use-o, mas sempre o encaixando bem na música, sem soar forçado.
A faixa "Sad Afternoon" é onde a banda também mostra uma evolução incrível, excelente composição que com certeza garantirá novos fãs, pois é uma faixa Rock/Metal meio balada estilo Him e meio doom estilo Paradise Lost, ao mesmo tempo em que lembra algo do The Gathering, tanto a parte vocal do Dewindson soa mais melódica, quanto as partes da Juliana Rossi mostram uma faceta meio new age, algo angelical, aliás, se analisarmos as 4 músicas da Ravenland gravadas por Juliana Rossi, veremos que cada uma tem um timbre diferente, Regret, Memories, Sad Afternoon e Nevermore valem a pena mesmo, além de garantir que o novo e terceiro álbum da banda que está a caminho virá para manter o trono a sua majestade o corvo e a carreira da Ravenland. Indicado para fãs de Paradise Lost, Evanescence, Lacuna Coil, Bessech, Him, Darkseed e Katatonia, apreciarão com certeza.
O EP foi gravado no próprio estúdio da Ravenland, com exceção das guitarras que foram gravadas no Audio Fusion Studio, marcando assim uma nova parceria e levantando uma dúvida, será que ainda é necessário gastar mundos e fundos com uma produção na gringa, pois a produção do novo EP foi assinada por um Brasileiro, Rafael Gomes que somado ao talento da banda teve um excelente resultado.
Para quem quiser ouvir ou baixar o CD, há duas maneiras, uma acessando o link www.ravenland.net/nevermore-ep onde aparecerá a capa e ficha técnica do EP, assim como o nome das músicas, para ouvir e acompanhar a letra é só clicar no nome das músicas, agora se você quiser baixar o EP completo com letras e arte da capa/encarte, é só clicar na capa do EP que é exibida na página do endereço acima.
A outra forma de baixar, é só digitar ou clicar no link a seguir: www.ravenland.net/nevermore-ep.zip
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
A última grande cantora de verdade que existiu, segundo Regis Tadeu
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Vampeta explica por que se tornou fã de Guns N' Roses e U2
Noel Gallagher escolhe a melhor banda dos EUA: "Realmente muito boa"
Titãs e a inesperada visita punk que Arnaldo ficou muito grato de receber na prisão


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



