Wintersun: emoções, surpresas, magia, teatralidade...
Resenha - Time I - Wintersun
Por Wintersun Brazilian Fansite - Sons Of Winter And S
Postado em 26 de outubro de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após oito anos de atraso, o tão aguardando segundo álbum do Wintersun, "Time I", foi finalmente lançado em meados de Outubro deste ano. No entanto, apesar da espera e ansiedade dos fãs, Jari Mäenpää soube muito bem compensar o tempo, através de um lançamento bem trabalhado, em que faz os ouvintes viajarem ao som das épicas melodias presentes nas canções.
Emoções, surpresas, desempenho, magia, teatralidade e evoluções são palavras que definem perfeitamente "Time I".
A arte da capa faz novamente referência à paisagem do inverno finlandês, criada por Cameron Gray.
O álbum contém cinco complexas faixas, sendo a segunda com quatro subdivisões. Diferente do debut "Wintersun", "Time I'' possui mais orquestrações e vocais limpos, deixando um pouco de lado a agressividade contida em seu antecessor.
"When Time Fades Away" é uma introdução sinfônica cativante que proporciona uma grande sensação atmosférica ao ouvinte. Uma leve influência da música japonesa pode ser percebida com a sua tranquila harmonia. Em meio aos teclados e violinos, surge um rufar de tambores, dando mais um toque teatral.
Em seguida, a faixa "Sons of Winters and Stars" é dividida em quarto partes: "Rain Of Stars", "Surrounded By Darkness", "Journey Inside A Dream" e "Sons Of Winter And Stars". A canção começa com uma outra introdução sinfônica que logo, abre espaço para a agressividade, velocidade e teatralidade. A transição para um riff crescente dá a impressão de que algo grandioso está prestes a surgir. E em meio a uma nevasca brutal de riffs, Jari entra em cena com seus vocais rasgados. Mas aproximadamente na metade da música, acontece uma passagem acústica com alguns vocais limpos magníficos, acompanhados por um preenchimento sinfônico. Não demora muito, e como esperado, há o retorno para o lado mais pesado da música. Em suma, a faixa termina com um ataque totalmente brutal com a fusão dos elementos do Melodic Death Metal, algo que já é conhecido na banda.
A terceira faixa, "Land Of Snow And Sorrow", começa com um lento riff acompanhado por uma sinfonia que, aos poucos, dá uma certa sensação de aproximação. Em seguida, surgem os vocais Jari, mesclando os limpos com alguns líricos ao fundo. Assim como a anterior, "Land Of Snow And Sorrow" também sofre rápidas passagens para a linha acústica. Uma curiosidade é que a faixa é inspirada pelo famoso folclore finlandês Kalevala.
"Darkness And Frost", a quarta música, é a mais curta do álbum. Também instrumental, possui mais elementos do Viking Metal, como solos de guitarras acústicas, rufar de tambores e intensos sons de órgãos.
A quinta e última faixa, "Time", resume todo o trabalho presente no disco. Iniciada por um tradicional melódico riff, e belas e "esculpidas" melodias, ela transmite uma certa "magia", fazendo com que os ouvientes viagem ao interior das florestas finlandesas. Apesar da forte harmonia, pode ser considerada como a mais "pesada" do álbum, mas de maneira equilibrada. A bateria e teclados rápidos, e o uso constante do vocal rasgado são exemplos disto. No meio da canção, um solo de guitarra muito aguardado surge, mas tem pouca duração.Porém, é o suficência para surpreender qualquer um que esteja ouvindo. A música cai em silêncio por alguns segundos, e se encerra com algumas pacíficas e serenas melodias folclóricas finlandesas.
Em outras palavras, os oitos anos de trabalho duro valeram a pena para a criação de uma incrível complexidade musical. "Time I'' é , literalmente, uma montanha-russa que consegue abranger todos os aspectos de uma obra-prima.
Através das músicas lentas, rápidas, melódicas e agressivas, conclui-se que é difícil restringir este álbum a um só gênero. O uso de vários elementos, como orquestração e peso, faz com que se acredite que seja um disco destinado a todo o mundo.
O destaque também vai para a sensação atmosférica presente em cada faixa, uma magia que faz com que todos embarquem a uma viagem mental rumo ao gélido inverno das florestas finlandesas. E que a história continue em "Time II"...
Tracklist:
1. ''When Time Fades Away''
2. ''Sons of Winter and Stars''
I. ''Rain Of Stars''
II. ''Surrounded by Darkness''
III. ''Journey Inside a Dream''
IV. ''Sons Of Winter and Stars''
3. ''Land Of Snow and Sorrow''
4. ''Darkness and Frost''
5. ''Time''
Membros:
Jari Mäenpää - vocal/guitarra/teclados
Teemu Mäntysaari - guitarra
Jukka Koskinen - baixo
Kai Hahto - bateria
Site Oficial:
http://www.wintersun.fi/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
Paul Stanley confirma que Kiss fará show em novembro de 2026
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
O disco do AC/DC que os fãs mais fiéis costumam colocar acima dos clássicos óbvios
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
A melhor faixa de "The Number of the Beast", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Rob Halford fala sobre situação atual da relação com K.K. Downing
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O relato maduro e honesto de Rafael Bittencourt do Angra sobre ser pai de um homem trans
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
David Ellefson nunca foi o melhor amigo de Dave Mustaine
Por que Andre Matos nunca mais fez um disco como "Holy Land"? O próprio respondeu em 2010
A banda que Slash diz nunca ter feito um álbum ruim; "Todos os discos são ótimos"
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
O álbum clássico do AC/DC que para Malcolm Young só tem uma única música boa
Fausto só descobriu que Massacration plagiou Helloween anos depois, diz Bruno Sutter
Hard Rock: As 100 maiores bandas do estilo segundo a VH1

Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Iron Maiden: Leia a primeira resenha de "The Book Of Souls"



