Santuarium: sete instrumentistas em uma bela sinfonia
Resenha - Santuarium - Santuarium
Por Renan Ambrozzi
Fonte: Steelmade Metal Blog
Postado em 26 de setembro de 2012
Estreando com tudo no cenário do Metal brasileiro, a SANTUARIUM nos traz seu primeiro EP, com uma proposta bem inovadora, mesclando os sons de seus sete instrumentistas em uma bela sinfonia.
"Santuarium" começa com a faixa "Empyrean Hill", música escolhida pela banda para ser o primeiro single e também videoclipe; com uma introdução ao piano e violino, a música mantém um andamento bem calmo, mesmo depois da entrada de uma guitarra bem presente. Possui um ótimo refrão, bom o suficiente para grudar nos ouvidos e passar horas cantarolando. No interlude todos os instrumentos se evidenciam e, particularmente, o violino causa um som sensacional, caminhando para o final a música termina da mesma forma que começou: a base de uma leve melodia com o piano e violino.
Dando um tom um pouco sombrio no começo temos "Demon Head" que, apesar de começar lenta, também mostra-se mais pesada. O violino logo no começo lembra músicas medievais ou nórdicas e o vocal está realmente marcante, o que tornou o refrão o melhor do EP na minha opinião. A música é acompanhada o tempo todo por riffs pesados e o violino dando o tom sinfônico medieval. Ao final o vocal torna-se mais agressivo por um breve instante e logo assim termina a música, pessoalmente deixando a esperança de uma parte dois (quem sabe, né).
Contrastando com o final de "Demon Head" temos "Zion", que por mim é a música mais melódica do álbum. Seguindo a proposta do EP, "Zion" começa calmamente e logo mostra seu potencial, seu refrão transmite profundidade e muita emoção, seguindo com um solo digno dos clássicos do Heavy Metal Tradicional e, como se não fosse o suficiente, a música finaliza com o vocal acompanhado do som de flauta.
Novamente contrastando, o EP termina com a faixa "The Oddest God" que, dentre as quatro, tem a introdução mais rápida e também o andamento mais rápido. Uma forte e presente bateria mostra o peso da música no refrão que se soma a um vocal bem mais agressivo e um marcante riff de violino. "The Oddest God" tem um grande solo, bem sinfônico, e talvez o melhor do EP, que se encerra com uma suave melodia do vocal acompanhado do piano, o que finaliza o EP na mesma serenidade do começo.
Resumindo, é um trabalho que tem tudo pra se tornar um álbum conceitual, tem a essência de um Metal sinfônico e progressivo. Mesmo com andamentos não tão rápidos as músicas tem uma qualidade sensacional, o diferencial de um bom violino deu um grande toque as músicas; riffs e solos muito bons, mesmo os mais simples. A bateria é sempre muito presencial e o baixo complementando sempre nos momentos certos e, algo que realmente faz diferença aos meus ouvidos, um bom vocal, que mantém o tom nos versos, diferencia nos refrões destacando o som, suave mas sabe por agressividade e agudo quando preciso.
Dar 10 é sempre motivo pra desconfiar, mas a banda é excelente sem dúvidas; o segundo, todas as músicas são ótimas, mas ouvindo o EP em ordem a passagem de "Demon Head" para "Zion" soou meio estranho ao meu ouvido, provavelmente foi intencional e no geral ficou excelente intercalarem uma música rápida e outra mais lenta, mas foi uma quebra grande, resumindo foi só uma questão estética boba que com certeza não existirá no futuro debut do grupo.
Faixa preferida: Foi muito difícil mas escolhi "The Oddest God", todas são sensacionais!
Ano de lançamento: 10 de Agosto de 2012
Produção: Lisciel Franco no estúdio Mobília Space do baterista Fábio Brasil
Selo: Independente
Tracklist:
01. Empyrean Hill
02. Demon Head
03. Zion
04. The Oddest God
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