Reverence: Não é preciso ser original para ser bom
Resenha - When Darkness Calls - Reverence
Por Vitor Franceschini
Postado em 05 de setembro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Power Metal ainda é um estilo muito apreciado e mesmo que tachado como desgastado, sua árvore ainda dá muitos bons frutos, mesmo que o sabor pareça sempre o mesmo, afinal não é preciso ser original para ser bom, principalmente quando a banda é formada por 'macacos velhos'.
Formado em 2010, o Reverence foi formado pelo guitarrista Bryan Holland (ex- Tokyo Blade) e pelo vocalista Todd Michael Hall (Harlet, Jack Starr's Burning Starr). Não bastasse esses dois sujeitos, ainda completam o time o baterista Steve "Doc" Wacholz (sim ele mesmo, ex- Savatage de "Sirens" (1983) a "Handful Of Rain" (1994), Pete Rossi (guitarra) e o recém chegado Ned Meloni (baixo).
O som, como eu disse antes, é focado no Power Metal e feito com muita raça e conhecimento de causa. Mas não se resume apenas nisso, já que há muitos elementos de NWOBHM, Heavy Metal tradicional e até Hard Rock (principalmente nos refrãos). Tudo é feito de forma coesa e com uma melodia que jamais cansa o ouvinte, pois há um equilíbrio intenso entre peso e os arranjos.
O trabalho primoroso, sem dúvidas sem encontra nas guitarras, já que os riffs possuem um peso incomum no estilo e são aliviados com belos e bem desenvolvidos solos. Observe a faixa Too Late e comprove o que eu digo. A cozinha segue uma linha simples e coesa, e foge daquele padrão velocidade a troco de nada, pelo contrário, a variação é muito boa.
Os vocais de Todd são típicos do estilo, mas estão longe de soarem exagerados e possuem linhas e refrãos interessantíssimos. Refrãos, aliás, que são a marca registrada da banda. Isso pode ser constatado em Bleed For Me, Gatekeeper e, na mais Power Metal de todas, Monster, uma das melhores do disco.
Ainda destaco Devil In Disguise, Revolution Rising e a power balada After The Leaves Have Fallen. "When Darkness Calls" é a prova que não há estilos saturados e sim bandas sem criatividade. Afinal, se o Power Metal está desgastado o Reverence não ficou sabendo disso. Baita álbum!
Outras resenhas de When Darkness Calls - Reverence
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
Vocalista do Amaranthe e ex-cantoras do Arch Enemy e Delain sobem ao palco com o Epica
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
"Não tivemos escolha", diz guitarrista sobre suspensão de planos do Twisted Sister
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Clássico do My Chemical Romance supera 1 bilhão de plays no Spotify
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott
O álbum "esquecido" do Black Sabbath que merecia mais crédito, segundo Tony Iommi
Eluveitie e Twisted Sister pediram para se apresentar no Bangers Open Air 2027
Como é o típico fã do Metallica, segundo James Hetfield
Ratos de Porão: O elogio de João Gordo aos garotos do Restart
Os 10 melhores discos do rock dos anos 70, segundo o RYM


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado



