Emilie Autumn: "Opheliac", seu trabalho mais famoso
Resenha - Opheliac - Emilie Autumn
Por Ana Laura Igai
Postado em 15 de junho de 2012
Nota: 10 ![]()
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Em 2006, Emilie Autumn lançou seu álbum de maior sucesso até hoje, "Opheliac".
Sem dúvida foi o trabalho que a tornou mais famosa e que definiu o estilo gótico e "victoriandustrial" da cantora, que também toca violino, piano e cravo. Esta fez algo ainda não visto no cenário musical, como a distorção pesada no som de seu violino.
Lembremos que o álbum segue uma história, passada em um hospício feminino de 1840 chamado ¨The Asylum For Wayward Victorian Girls¨ (também título do livro que mencionaremos mais tarde), onde há doutores diabólicos, episódios de bipolarismo e muita, muita insanidade.
O livro, meus caros, é uma novela auto biográfica de Emilie, que mostra sua estada na ala psiquiátrica de um hospital após uma tentativa de suicídio. A história fica um pouco confusa depois de se misturar com a de Emily, a garota que esteve no Asylum (a parte de ficção do livro). Portanto, caso adquira tal obra, prepare-se para entrar em um mundo onde muitos rezam para não visitar.
Aqui, ouvimos mais uma vez um dos lemas da cantora: É muito mais fácil entrar no Asylum que sair dele...
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A faixa título cria um refrão dramático e gritante, porém, não há tanto destaque a ele como para o resto da música. "Swallow" é uma música cheia de ritmo, o violino tem um som muito agradável aqui.
"Liar" é mais pesada, um pouco... tensa. "The Art Of Suicide" serve como calmante após a faixa anterior. A letra se trata de é lógico, suícidio. Melancólica, mas bonita. "I Want My Innocence Back" é um pouco lenta, mas assustadora. "Misery Loves Company" é mais dançante, com um refrão bem destacado e um encerramento bonito. "God Help Me" talvez seja um pouco cansativa já que é um pouco repetitiva.
"Shallot" é uma música linda, onde apesar de ouvirmos Emilie "engolindo ar" antes de diversos trechos, o cravo é tocado belamente. "Gothic Lolita" tem uma melodia boa, mas é longa demais. "Dead Is The New Alive" pode ser considerada a melhor faixa do álbum, cujo remix está na trilha sonora de "Jogos Mortais IV". Solo de violino incluso. "I Know Where You Sleep" é tenebrosa, mas não no mau sentido. Muito pelo contrário, isso a torna muito melhor. "Let The Record Show" encerra o disco um do álbum, e tem um clima dançante.
Já no disco dois, "Thank God I'm Pretty" surge, tranquila e irônica. "Dominant" é totalmente instrumental, todavia, não supera "Organ Grinder" do EP "4 o' Clock". "306" também é dotada de um clima tenso, apesar de metade da canção ser dedicada aos instrumentos. "Gloomy Sunday" é melancólica ao extremo. Este disco também inclui um cover ótimo de "Asleep" do The Smiths (Emilie parece gostar de fazer covers, já que em "4 o' clock" há um de "Is It My Body" do fantástico Alice Cooper), além das versões acústicas de algumas canções e a barroca "Marry Me".
Se o CD vale a pena ou não? Totalmente. De 1 a 10, 10!
Track-list:
Disco Um
01. Opheliac
02. Swallow
03. Liar
04. The Art of Suicide
05. I Want My Innocence Back
06. Misery Loves Company
07. God Help Me
08. Shalott
09. Gothic Lolita
10. Dead is the New Alive
11. I Know Where You Sleep
12. Let the Record Show
13. Opheliac Recording Outtakes
14. Video Extra: A Day Out With EA
Disco Dois
01. Thank God I’m Pretty
02. Dominant
03. 306
04. Gloomy Sunday
05. Asleep
06. Mad Girl (Acoustic Version)
07. The Art of Suicide (Acoustic Version)
08. Thank God I’m Pretty (Shoegaze Version)
09. Largo For Violin
10. Marry Me
11. Excerpt from "The Asylum For Wayward Victorian Girls"
12. Interview with EA
13. Poem: How to Break a Heart
14. Miss Lucy Had Some Leeches
15. Video Extra: Live in Concert/Asylum Book Reading Footage
Quem quiser, confira outros trabalhos como "Laced/Unlaced", "Enchant", "4 o' Clock", "A Bit O' This & That" e seu mais novo projeto, "Fight Like A Girl"!.
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