Fenícia: Pop Rock de classe e com personalidade
Resenha - Consciência Desafinada - Fenícia
Por Vitor Franceschini
Postado em 13 de junho de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Para quem não conhece, a banda Fenícia é oriunda de Descalvado/SP e está na estrada há 7 anos. Este é o segundo trabalho do grupo, sendo que gravaram um álbum auto-intitulado em 2006. Depois de diversas apresentações pelo Brasil afora, dividindo o palco com nomes como Made In Brazil e Titãs, o grupo entrou em estúdio no ano passado e soltou este trabalho "Consciência Desafinada".
O principal diferencial de "Consciência Desafinada" para o primeiro trabalho é o amadurecimento da banda. Além da evolução musical e a identidade da banda ficar mais evidente, as letras estão soando mais complexas e inteligentes. A produção, a cargo de Eduardo Loja (Toka Produtora de Áudio) ficou excelente, com todos os instrumentos bem timbrados e nítidos.
O interessante, principalmente para quem acompanhou de perto a banda, foi a já citada busca pela identidade própria. Não que a banda não estivesse atrás disso no primeiro trabalho, mas aqui isso fica mais claro e aqueles que procurarem (ainda) comparar a banda com alguns ícones do Rock Nacional irá dar com os burros n’água. Tudo isso com o mérito de não seguir nenhuma tendência, mantendo-se a fazer um Pop Rock de classe e com personalidade.
As guitarras de Teuzinho Rocks continuam sendo um show a parte, com riffs bem elaborados, sem chances para virtuose barata. A cozinha, formada pelos estreantes Pazotto (baixo) e Mafu (bateria) seguram a onda dando o peso necessário para a música que se propõem a fazer. Os vocais de Ninne deixaram de lado aquele lado angelical, que dava o ar ‘light’ ao som da banda e passou a ser mais impositivo e agressivo, o que colaborou e muito para a evolução natural do grupo. A tudo isso acrescente densidade e arranjos sombrios.
Sem dúvidas a faixa título, que também é música de trabalho e já possui um excelente vídeo clipe, é o grande destaque do grupo. Com toques de rock clássico e acentuação pop, a música transita entre diversas emoções, principalmente pela quebrada no refrão. É claro que o álbum não se restringe a isso, sendo que Onde Vou Te Encontrar? é uma ótima balada.
A magnífica e pesada De Repente, que conta com toques de ritmo nordestino, surpreende não só pelos belos arranjos, riffs sujos e uma cozinha bem agressiva, mas também pela ótima letra. Para os fãs matarem a saudade do primeiro disco, a faixa que mais se aproxima deste é O Canto, que é bem direta e rápida. Isso sem contar o restante do trabalho que não fica muito atrás do que foi citado. Sem dúvidas "Consciência Desafinada" é mais um grande passo para a Fenícia, que está no caminho certo.
http://www.bandafenicia.com.br
8,0
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Nick Mason do Pink Floyd
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar
Os três personagens de uma canção de Dio: "um rapaz jovem gay, uma garota abusada e eu"
A música do Maiden que Bruce considera a mais desafiadora para cantar ao vivo
Porque "O Trem das Sete" de Raul Seixas é "o último do sertão"

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



