Twenty Ripped Angel: Industrial com elementos eletrônicos
Resenha - Threads - Twenty Ripped Angel
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 25 de maio de 2012
Em sua primeira década de atividades, o norte-americano Twenty Ripped Angel liberou cinco álbuns de estúdio – "Sincerely Yours" (05) é espetacular! – que conquistou vários fãs da música industrial pelas redondezas de Baltimore, sua cidade natal. A banda nunca saiu do underground, mas continua fazendo a música que lhe convém, tendo em "Threads" seu mais novo registro.
Com a formação estável há anos, "Threads" continua desfiando um híbrido de industrial com alguns elementos da música eletrônica. Ainda que não seja tão feroz como nos velhos tempos, mantém-se a forte carga de distorção, com guitarras cortantes por todos os lados e vocalizações completamente processadas. E algo sempre relevante é o fato de aquela atmosfera tão futurista não predomina, optando-se em enfatizar um lado sombrio e meio doentio, o que torna sua música consideravelmente perturbadora.
Apesar destes atributos, é perceptível que o Twenty Ripped Angel começou a oferecer arranjos ‘mezzo’ reciclados, que remetem diretamente a alguns de seus trabalhos anteriores e compromete um pouco da credibilidade de "Threads". De qualquer forma, ainda assim o repertório oferece ótimas composições, merecendo grande destaque "Hot, Sexy, Fun And Unpredictable" (ô teclado invocado!), seguido de perto por "Shut The Fuck Up", "Questions" e "Numb Inside".
"Threads" flui bem e, pelo fato de ao longo das últimas décadas o industrial /eletrônico ter se disseminado ao redor do globo, é compreensível que este disco não venha a oferecer o impacto que muitos poderiam esperar, mas é um trabalho sério, feito por músicos sintonizados e que sabem o que querem com sua proposta. Assim, o Twenty Ripped Angel torna-se uma boa opção aos admiradores de Ministry, Marilyn Manson e Rob Zombie.
Contato:
http://www.twentyrippedangel.com
www.myspace com/twentyrippedangel
Formação:
Fritz T. Fell - voz
W. Sawczuc - guitarra
Cyril Charles - baixo
Rob Rabon - teclado
S. Von Ziegle - bateria
Twenty Ripped Angel – Threads
(2011 / Killing Jar Records – importado)
01. In The Chamber
03. Shut The Fuck Up
04. Hot, Sexy, Fun And Unpredictable
05. Questions
06. Bleed
07. G.H.M. Disease
08. Friends With The Devil
09. Numb Inside
10. Girls Night Out
11. Mountains
12. Lords Of Highlandtown
13. Mess
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
Frontman do Corrosion of Conformity, Pepper Keenan lembra teste para baixista do Metallica
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
A única banda de rock na atual playlist da NASA para acordar astronautas indo para a Lua
"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Quem são as "Frágeis Testemunhas" da canção "Refrão De Bolero" do Engenheiros do Hawaii
A história de "Boulevard Of Broken Dreams", uma das músicas mais bonitas (e tristes) do Green Day
Kurt Cobain conta sobre a banda que fez com que ele sonhasse ser um rockstar


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



