Jeff Loomis: Virtuosismo e elegância estilística ímpar
Resenha - Plains of Oblivion - Jeff Loomis
Por Marcos Garcia
Postado em 03 de maio de 2012
Um disco que tenha várias músicas instrumentais, em geral, é taxado como ‘disco para músicos’, uma vez que a ausência de vocais pode causar profundo sentimento de ojeriza em muitos fãs, o que muitas vezes pode refletir uma realidade, já que muitos CDs assim são uma aula de autoindulgência, ou trocando em miúdos, seria como o músico (em geral, guitarrista) disse ‘olhem como toco muito’. Mas outras vezes, o trabalho é algo de sublime, digno de audição e de aplausos.
Após sair do NEVERMORE e de um período de quase um ano de silêncio, o guitarrista Jeff Loomis volta a estar em evidência com seu segundo disco solo, recém-lançado pela Century Media Records, chamado ‘Plains of Oblivion’, alvo de nossas atenções nesta resenha.
Com uma lista de convidados de peso, que inclui Ihsahn (preciso dizer por onde ele já passou?) e Christine Rhoades nos vocais, Marty Friedman (ex-MEGADETH e CACOPHONY), Tony MacAlpine (ex-M.A.R.S., PLANET X e outros), Chris Poland (também ex-MEGADETH) e Attila Vörös (ex-NEVERMORE) nas guitarras, e o batera Dirk Verbeuren (SOLIWORK e SCARVE), e mais o ilustre desconhecido Shane Lentz, Jeff encontrou através de uma série de vídeos que Lentz postou no YouTube.
Produzido e mixado por Aaron Smith (7 HORNS 7 EYES), masterizado por Jens Bogren (OPETH, AMON AMARTH), temos uma produção sonora extremamente límpida e audível, sem deixar de ser intensa e pesada, e que também não ressalta o trabalho de Loomis e esconde os convidados do CD. A arte, feita por Colin Marks, também é de bom gosto e bem feita.
O que se poder esperar sonoramente de ‘Plains of Oblivion’?
Um disco que alia virtuosismo (algo óbvio em se tratando de discos desse tipo), uma elegância estilística ímpar nas composições, sabendo alternar entre músicas rápidas e agressivas, como nas instrumentais ‘The Ultimatum’, onde Tony mostra as caras com seu estilo neo-clássico de tocar, em duetos e solos de tirar o fôlego; a mezzo Thrash, Mezzo clássica ‘Escape Velocity’, cheia de variações, onde Jeff mostra o quanto toca, e a pesada ‘Sibylline Origin’. Nas cantadas, ‘Tragedy and Harmony’, a voz forte e bela de Christine se destaca, além do grande trabalho do próprio Jeff, assim como a ótima ‘Surrender’, uma música bem intensa e climática, um pouco soturna, onde o vocal rasgado de Ihsahn mostra sua versatilidade mais uma vez em meio a uma canção que alterna velocidade, melodia e agressividade, e a belíssima ‘Chosen Time’, onde novamente Christine canta em uma faixa não tão veloz, mas cheia de feeling e com muito pegada. Mas todas as músicas do CD são muito boas, e um fator chama a atenção do ouvinte: apesar de ter boa velocidade e técnica, Jeff não é nenhum ‘Pica-Pau rachador’, ou seja, sua técnica flui naturalmente em cada faixa sem precisar ser rápido ou extremamente virtuoso, com solos à velocidade da luz.
Em suma: é mais um belo lançamento da Century Media Records, indicado para fãs de grandes guitarristas e fãs de música pesada e bem feita em geral, e que na versão européia tem dois bônus: ‘Collide’ e ‘Reverie for Eternity’, ambas com Christine Rhoades nos vocais.
Plains Of Oblivion – Jeff Loomis
(2012 – Century Media Records – Importado)
Tracklist:
01. Mercurial
02. The Ultimatum
03. Escape Velocity
04. Tragedy and Harmony
05. Requiem for the Living
06. Continuum Drift
07. Surrender
08. Chosen Time
09. Rapture
10. Sibylline Origin
Formação:
Jeff Loomis – Guitarras
Shane Lentz – Baixo
Dirk Verbeuren – Bateria
Contatos:
http://www.jeffloomis.com
http://www.facebook.com/jeffloomisfans
Outras resenhas de Plains of Oblivion - Jeff Loomis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Jimmy Page renega o álbum apontado como seu favorito do Led Zeppelin
O álbum do Guns N' Roses que Axl Rose queria superar; "Quero crescer como artista"
A única banda em que Geddy Lee entraria "sem pensar duas vezes"
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Clássico do Led Zeppelin supera 1 bilhão de plays no Spotify
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
As únicas três canções dos Beatles que Frank Zappa curtia; "apenas um bom grupo comercial"
A banda de southern rock mais metal do mundo que "esmagou" o The Who, segundo Gary Holt
O clássico que Legião Urbana compôs para se afastar de rótulo de banda de dois acordes
A honesta resposta de Kiko Loureiro para quem o chama de arrogante e metido


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



