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Crushing Axes: Black e Death, influência de música Clássica

Resenha - Black Book - Crushing Axes

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Por Marcos Garcia
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9


A fórmula ‘One Man Band’ tem feito sucesso no Brasil, já que não faltam exemplos de bandas e projetos dentro deste formato, e o número delas aumenta a cada dia, bem como novos lançamentos delas mostram o quanto se progride a cada novo dia em todos os aspectos.

E mais uma vez, chega até nós o CRUSHING AXES, com seu novo trabalho, ‘Black Book’, em uma amostra de um trabalho que transita livremente entre o Black Metal, o Death Metal com influência de Música Clássica sem pudores e sem medo de ousar, que atribui ao trabalho uma identidade bem própria.

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A produção sonora está um pouco melhor que em seu trabalho anterior, ‘Ascension of Ules’, do ano passado, e a música continua em grande forma, embora mais evoluída, um pouco mais trabalhada e seca, e a capa é bem simples, mas consensual com o conteúdo lírico (a temática é conceitual, narrando a estória de um guerreiro que tem a sua vila atacada, e para salvar sua família, é obrigado a matar uma besta, e realizar um ritual. O tema não é inédito, mas rende bons frutos mais uma vez).

O disco em si é bem homogêneo no tocante às músicas, tornando a audição do início ao fim obrigatória para se ter noção da qualidade que Alex, a mente pensante mentora do CRUSHING AXES tem para mostrar.

O CD abre com a curta e bruta ‘SkullCrusher’, onde vê-se um ótimo trabalho nas guitarras e bateria. Em seguida, temos outra faixa bem curta, ‘Barbaric Ways’, essa um pouco mais lenta e trabalhada que a anterior, mantendo um clima denso bem forte, especialmente durante o solo de guitarra, os mesmos elementos encontrados na próxima faixa, ‘Castle of Bones’. Em ‘Burning Land’, que inicia mais moderada na velocidade, já temos de volta o clima mais pesado e denso, embora com vários ‘inserts’ velozes. ‘Last Man Standing’ começa com batidas mais tribais (no sentido europeu, por favor), em uma faixa mais lenta, inclusive com um belo momento de violão. ‘Farewell’ começa com guitarras limpas e baixo não tão pesado, para dar lugar à uma música mais emotiva e densa, com clima soturno e melancólico, com as guitarras mostrando excelentes riffs e solos. Em ‘Good Day for Killing’, uma faixa mais trabalhada e forte, temos peso e brutalidade, mas com velocidade amena. ‘Nights of Sorrow’ tem um início com baixo e bateria acompanhados de violão, para logo dar surgir guitarras limpas e vocais mais normais, como se retratando um momento de reflexão do personagem da estória contada, e o clima ameno se estende até seu final. Notas gordurosas do baixo permeiam ‘Scream’ até quase seu final, onde entram guitarras e bateria, como se para introduzir ‘Evil Out of the Cage’, uma faixa não tão veloz, mas brutal e pesada, tal qual ‘Holyground’, também bem intensa. ‘Finale’, a maior faixa do disco e que o encerra, se inicia com teclados soturnos, temos uma faixa bem trabalhada e firme, que faz o ouvinte começar a ouvir o disco mais uma vez, já que ele não é enjoativo de forma alguma, e até mesmo econômico no tocante ao tempo de duração, o que não martiriza ouvidos cansados e paciências quase nulas.

Mais um bom trabalho que pode ser baixado no blog da banda, e que venha logo o terceiro.

Tracklist:
01. SkullCrusher
02. Barbaric Ways
03. Castle of Bones
04. Burning Land
05. Last Man Standing
06. Farewell
07. A Good Day for Killing
08. Nights of Sorrow
09. Scream
10. Evil Out of the Cage
11. Holyground
12. Finale

Formação:
Alexandre Rodrigues – Vocais, guitarras, baixo, bateria, teclados.

Contatos:
http://www.myspace.com/crushingaxes
http://www.lastfm.com.br/music/Crushing+Axes
http://crushingaxes.blogspot.com
http://palcomp3.com/crushingaxes/
http://www.reverbnation.com/crushingaxes
http://www.youtube.com/user/CrushingAxes


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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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