Crushing Axes: De difícil digestão, mas com bom gosto
Resenha - Black Book - Crushing Axes
Por Vitor Franceschini
Postado em 24 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Alexandre Rodrigues retorna com mais um álbum do Crushing Axes e seu Death Metal experimental. Para quem não conhece, esta é uma one-man-band que produz discos anualmente e disponibiliza para download (confira a página da banda no Facebook: http://www.facebook.com/pages/Crushing-Axes/211284495588490).
Desde 2008 desenvolvendo este trabalho, o Crushing Axes mostra grande evolução a cada petardo lançado. "Black Book" demonstra evolução, principalmente, na produção e uma dose extra de peso nas faixas, deixando de lado o excesso de experimentos incluídos no álbum anterior "Ascension Of Ules".
São doze composições pesadas, sujas e épicas ao mesmo tempo. O interessante fica por conta de, mesmo com um clima épico, as faixas não serem longas, muito pelo contrário. SkullCrusher que abre o disco, tem menos de um minuto, mas passa a mensagem tranquilamente. O que chama atenção e também é característico nos discos do Crushing Axes é a forte ligação que uma faixa possui com a outra, parecendo muitas vezes que há uma composição variada em um só disco (não confunda com homogeneidade).
Last Man Standing traz à tona as influências de Doom Metal que a banda sempre teve e mostra o amadurecimento de Alexandre como compositor. Belos riffs, levada cadenciada e bom trabalho de cozinha. Vale destacar que os vocais estão cada vez mais lembrando os de Marcão (ex-Genocídio). Dando continuidade às influências Doom, Farewell, demonstra também o lado mais gótico, ainda com os vocais cavernosos e arranjos bem elaborados.
A experimentação de fato aparece em Nights Of Sorrow. A música tem um violão dedilhado como arranjo aliado a vocais melancolicamente limpos. A composição só não soa mais acessível, porque é extremamente triste, porém muito bela. Evil Out Of The Cage traz de volta o Death Metal com incursões de riffs mais tradicionais. Finale fecha o trabalho com seus 7 minutos de duração. A música resume bem o que é o som do Crushing Axes, ou seja, de difícil digestão, mas se for bem saboreado tem um bom gosto.
Outras resenhas de Black Book - Crushing Axes
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
O personagem invisível do Angra que merece mais destaque, segundo Rafael Bittencourt
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Angra foi "várias vezes" atrás de Andre Matos, revela Felipe Andreoli
5 bandas de rock que melhoraram após trocar de vocalista, segundo Gastão Moreira
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
Além do vocalista, Twisted Sister muda baterista para shows de reunião
A internet já começou a tretar pelo Twisted Sister sem Dee Snider e com Sebastian Bach
A característica que faz James Hetfield ser um bom frontman, segundo Jerry Cantrell
As 3 Betes que ficaram marcadas na história do rock nacional dos anos oitenta



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



