Lothloryen: Resultado final, uma sonoridade agradabilíssima

Resenha - Raving Souls Society - Lothloryen

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Por Vitor Franceschini
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A banda mineira Lothlöryen chega ao seu décimo ano de carreira e seu terceiro álbum oficial, após 4 anos sem gravar um full-length. "Raving Souls Society" é o motivo desses quatros anos, pois a banda iniciou sua concepção no final de 2009 para buscar a sonoridade agradabilíssima que conseguiram em seu resultado final.

Tendo um nome a zelar no underground nacional e deixando de lado as referências a J.R. Tolkien (que ocupava boa parte de suas letras em seus dois primeiros trabalhos) a banda demonstra maturidade e adicionou uma boa dose de peso em seu Power/Folk Metal. Agora as letras tratam de temas mais reais como a guerra e a religião, de forma inteligente e focada na loucura.

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"Raving Souls Society" contém composições de muito bom gosto onde os elementos principais são os belos arranjos que envolvem ótimas linhas de guitarra aliadas a uma cozinha coesa e variada, que tem como linha de frente um vocal ora limpo ora rouco na linha Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Chris Boltendahl (Grave Digger).

De cara a trinca Face Your Insanity, When Madness Calls e Hypnerotomachia demonstra ao que a banda veio. A primeira por ser um excelente e pegajoso (no bom sentido) cartão de visitas, a segunda por manter o pique e contar com um ótimo refrão e trabalho de cozinha e a terceira por mostrar o lado Prog da banda e o belo dueto vocal entre Daniel Felipe e Helena Martins (Ecliptyka).

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O interessante no trabalho são que as faixas não possuem exageros e muito menos primam pela velocidade dos dois bumbos que é muito comum no Power Metal, tendo músicas na maior parte cadenciadas, com uma boa dose de peso e variação rítmica.

A balada To Live Forever merece destaque, principalmente por possuir um arranjo muito bom, refrão cativante, além de um bom e melodioso solo de guitarra. Burning Jaqcues também merece menção, por se tratar de um belo Power Metal, nos moldes típicos do estilo, pois alia muito peso a um clima moderno, mesmo soando épico, sensacional!

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O adeus à Tolkien fica na faixa Folk My Old Tavern que fará fãs de Blind Guardian delirarem, além de remontar às raízes da banda. O Lothlöryen não reinventa nenhuma fórmula em "Raving Souls Society", mas faz um trabalho com muito conhecimento de causa. Completam o time Leko Soares e Tim Alan (guitarras), Marcelo Godde (baixo), Marcelo Benelli (bateria) e Leo Godde (teclados).

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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