Ponto Nulo No Céu: Resenha do álbum "Brilho Cego"

Resenha - Brilho Cego - Ponto Nulo No Céu

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Henrique de Almeida
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A PONTO NULO NO CÉU foi formada em 2007, na cidade de Gravatal. Com influências de Metalcore, Nu-Metal (leia-se Deftones, bem perceptível aqui) e até mesmo Rap (nos vocais), a banda lançou no ano seguinte o EP Ciclo Interminável, com seis músicas que já mostravam o imenso potencial de Dijjy, Vinícius, Júlio e Henrique no cenário do Metal alternativo brasileiro.
5000 acessosBruce Dickinson: vocalista elege seus 5 álbuns preferidos5000 acessosOzzy Osbourne: "o morcego era quente e crocante"

Em 2011, já com outro guitarrista (André Bresiani), a banda lança seu primeiro Full-Length, e que é, na opinião deste que vos escreve, um dos melhores lançamentos musicais no Brasil no ano passado. Aos que seguem dizendo que não há som de qualidade cantado em português no Metal tupiniquim, sugiro que dêem uma ouvida muitíssimo atenta a esses rapazes de Santa Catarina.

O disco começa com a música Brilho, uma bonita introdução ao violão enquanto, em diversas línguas, é dita a frase: "O mesmo brilho que revela também pode cegar. Você só enxerga o que quer. Só enxerga se quiser."

Existência Seca já mostra a capacidade indiscutível do quinteto, tanto musical quanto liricamente. A produção e mixagem espetaculares do também catarinense Adair Daufembach (que também é responsável por artistas como PROJECT 46, HUASKA, HANGAR, entre outros) deixa todos os instrumentos bem audíveis e inteligíveis. As guitarras já mostram a que vieram, com muita técnica, feeling e arranjos excelentes. A próxima faixa, Nítido, tem um show à parte do vocalista. Dijjy consegue passear tranquilamente entre vocais rapeados, melódicos, guturais e rasgados, com muito peso. Mesmo tendo partes com alguns efeitos de estúdio, o resultado é plenamente satisfatório. A música em si é mais um petardo em um registro repleto destes.

Clarão, o single do trabalho, mostra claramente o motivo de ter sido escolhida. O trabalho de bateria, as guitarras muito bem tocadas, o baixo dá o ar de sua graça, e os versos de Dijjy contando " Como um estalo clareia a mente e uma prisão é formada diferente". Quem quiser um resumo do que é a PONTO NULO NO CÉU o encontrará nesta música. A canção seguinte, homônima à banda, é mais melódica em certos momentos, e a veia alternativa aparece mais forte, especialmente nas letras.

Se Penumbra é uma música que caminha com autoridade entre a leveza e o peso, Sem Dor, Sem Vida é um petardo inacreditável. As guitarras começam fazendo um background para os vocais ritmados de Dijjy, mas a coisa muda de figura quando o breakdown começa e o peso impera, e a partir daí é agressividade pura, com um pequeno interlúdio de calmaria. Uma das melhores canções do disco.

5:45 é uma pequena introdução para a faixa seguinte para Peito Aberto, com a letra mais positiva do registro, que fala sobre ultrapassar os obstáculos que todos temos na vida. O refrão, apesar do peso dos vocais, é delicado e mostra porque Dijjy é um dos melhores letristas do Metal nacional, na minha humilde opinião. Sopro, que vem em seguida, é uma faixa acústica, com dois violões e vocais mais graves. Um momento de calmaria, com belo trabalho nas seis cordas e um resultado admirável.

Para fechar o disco, duas bombas atômicas: Na Sombra do Ego é uma das mais pesadas que a banda já fez, e tem uma sonoridade mais Metalcore, principalmente no instrumental. Essa aqui é repleta de guturais e vocais rasgados, ou seja, prepare-se para bater muita cabeça com essa faixa. (R)Evolução Mental se inicia com uma única guitarra tocando, a bateria e versos cantados lentamente por Dijjy, com uma virada repentina para guitarras mais rápidas. Essa alternância se dá até o verso logo após o refrão, que fica bem mais pesado, com direito a coros típicos do Hardcore. As guitarras nessa faixa são absolutamente espetaculares, mostrando que André e Vinicius formam uma das melhores duplas do país no instrumento. A música encerra os trabalhos com chave de ouro.

Uma luta bem recompensada por parte de uma das melhores bandas do underground brasileiro (com muito mais a acrescentar do que várias bandas que estão no Mainstream hoje). Aos que se acham "troo" demais para ouvir bandas com os elementos que eu citei no início da resenha, deem uma chance à PONTO NULO NO CÉU. Vocês podem ficar surpresos.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Brilho Cego - Ponto Nulo No Céu

2317 acessosPonto Nulo No Céu: Metalcore cantado em português

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Ponto Nulo no Céu"

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Ponto Nulo no Céu"

Bruce DickinsonBruce Dickinson
Vocalista elege seus 5 álbuns preferidos

Ozzy OsbourneOzzy Osbourne
"O morcego era quente e tinha uma textura crocante!"

HumorHumor
O que os fãs de rock pedem para beber em um bar?

5000 acessosFrases de bandas: o que eles realmente querem dizer?5000 acessosEm 24/11/1991: Morre Freddie Mercury, aos 45 anos de idade5000 acessosJapão: conheça dez bandas japonesas de Metal5000 acessosLars Ulrich: O rock pesado não se ajuda faz duas décadas5000 acessosJason Newsted: a criação de Blackened e a admiração por Hetfield5000 acessosDave Mustaine: qual a pior cerveja que ele já bebeu?

Sobre Henrique de Almeida

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online