Mythological Cold Towers: O álbum mais melódico do grupo
Resenha - Immemorial - Mythological Cold Towers
Por Vitor Franceschini
Postado em 25 de dezembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Desde 1994 na cena, os paulistas do Mythological Cold Towers são aquele tipo de banda que jamais irá se preocupar em mudar sua sonoridade para se encaixar em padrões impostos por novas tendências comuns dentro do Metal contemporâneo. Até mesmo porque a banda trabalha com uma divulgação bem recatada, mesmo tendo lançado quatro ótimos álbuns e sendo um dos maiores representantes do Doom/Death Metal no país.
Desde o debut e clássico álbum "Sphere of Nebaddon (The Dawn of a Dying Tyffereth)", a banda vem lapidando seu som e se mantendo fiel ao Doom Metal com elementos Death sem escorregar uma vez se quer para outras influências. "Immemorial" apesar de seguir os passos de seus antecessores possui algumas mudanças, mas que pouco mexeu nas características da banda. A começar pelo tempo das composições, que foram encurtadas e soam mais diretas. Outro fator importante a ser observado e que não há como negar, é que "Immemorial" é o álbum mais melódico do Mythological e "Lost To Path To Ma Noa" abre o disco de forma melancólica, dando as cartas e comprovando isso. Aliás, a faixa é um dos destaques do trabalho.
"Akakor" segue com a melodia, mas mostrando o lado mais épico que a banda vem adotando desde "The Vanish Patheon" (2005) que antecede este disco. Os solos de guitarra acompanhando as bases ficaram muito bons, assim como a cama de teclado que envolve a música.
"The Shrines of Ibez", mesmo com melodia, possui pouca variação e é uma das composições que mais se aproxima do primeiro trabalho da banda. A faixa título fecha o disco com chave de ouro, soando triste e viajante, como o estilo pede. O clima denso, obscuro e épico das composições continuam intactos e, aliados ao amadurecimento e a boa produção do disco, comprovam que o Mythological chegou ao seu ápice e só terá que se preocupar em se manter em alto nível.
"Immemorial" é o melhor disco da carreira da banda, sem dúvidas!
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