Metallica & Lou Reed: Um pouco dos dois com algo diferente
Resenha - Lulu - Metallica & Lou Reed
Por Thiago Barcellos
Postado em 05 de novembro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Incógnita. É o que a maioria de nós esperou de um inusitado encontro de Lou Reed e Metallica. Seria como, para nós brasileiros, um projeto do Krisiun com o Sérgio Reis(?!?).
Muito falatório, muita especulação, muita ansiedade e muito, mas muito pessimismo. O Metallica não está nem aí para o que eu, você, seu irmão ou seu vizinho achamos deles. Aprendam a viver com isso.

Como fã incondicional do quarteto americano, eu talvez não fosse a pessoa mais indicada para resenhar esse trabalho.
Mas resolvi fazê-lo, porque aqui não temos um disco do Metallica e ponto.
O álbum é 90% Lou Reed, e 10% Metallica. E não é aquele Metallica dos 3 primeiros CDs, sequer este que gravou o Death Magnetic. É um Metallica diferente de tudo, sem a menor preocupação de como deveriam soar, do que deveriam fazer. Apenas ligaram o record, deixaram as letras pesadas e densas do trabalho guiarem e começaram a tocar, logo não se pode esperar um grande apuro musical, mas muito feeling.
Não adianta, se você é daqueles fãs que pararam no Master ou Justice, nem termine de ler esta resenha, fuja deste álbum o mais rápido possível e ignore-o.

Dispa-se de todo e qualquer preconceito, ouça o álbum do início ao fim umas 3 ou 4 vezes, esqueça que é o Metallica que gravou One, Master of Puppets, Damage Inc. ou Fight fire with fire (coisa que estamos acostumados a fazer nos últimos 20 anos).
As músicas são longas, densas, um pouco repetitivas (instrumentalmente falando), e realmente de um gosto difícil e apurado. Reed meio que declama as músicas com sua voz grave, cantando de fato apenas pequenos trechos (algo meio Zé Ramalho, manja?). Já nas pouquíssimas partes aonde James canta vemos um vocal bem mais agressivo que os usados no último CD da banda e com ótimas doses de interpretação, mas o instrumental lembra outras canções do Metallica. Basta uma ouvida com atenção e vocês identificarão similaridades de determinados trechos, como por exemplo o final de "Mistress Dread" que é idêntico ao de "Disposable Heroes".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O foda é o que vai ter de gente pagando uma de intelectualóide e cult dizendo que este CD é uma obra-prima e tal mesmo sem ter curtido (ou nem mesmo entendido) a porra do CD.
Resumindo, meus amigos: Não é Metallica, não é Lou Reed, é um pouco dos dois mas com algo completamente diferente. Eu mesmo não sei dizer ainda se curti ou não, preciso ouvir mais vezes... Dou a nota que dou pela ousadia, pela produção e principalmente pela tentativa de algo novo, coisa praticamente esquecida pelos artistas da atualidade.
Tracklist:
"Brandenburg Gate" – 4:19
"The View" – 5:17
"Pumping Blood" – 7:24
"Mistress Dread" – 6:52
"Iced Honey" – 4:36
"Cheat on Me" – 11:26
"Frustration" – 8:33
"Little Dog" – 8:01
"Dragon" – 11:08
"Junior Dad" – 19:28

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
A banda de abertura que fez Ritchie Blackmore querer trocar: "Vocês são atração principal"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
Bangers Open Air inicia venda de ingressos para 2027; confira possíveis atrações
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
"Exageraram na maquiagem em nós": Chris Poland lembra fotos para álbum do Megadeth
O clássico lançado pelo Metallica em 1984 que revoltou os fãs: "Eles surtaram"
Guns N' Roses supera a marca de 50 shows no Brasil
A maior banda de hard rock dos anos 1960, segundo o ator Jack Black
As 10 melhores músicas que o AC/DC lançou após "Back in Black", segundo a Classic Rock
Estudo revela domínio do rock entre as maiores extensões vocais - Descubra quem está no topo
Bloodbath e The Haunted se apresentarão no Brasil em setembro
Eloy quebrava mais do que baquetas na banda de Andre Matos, segundo Hugo Mariutti
A resposta de Humberto Gessinger a jornalista que perguntou se ele é antipático ou tímido
A música "estranha" do Megadeth que atingiu o topo das paradas de rádio nos EUA
A época em que Regis Tadeu ganhava a vida fazendo covers de The Doors e Lou Reed
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
O guitarrista do panteão do rock que Lou Reed dizia ser "profundamente sem talento"
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

