Lost Soul: Qualidade e competência definem a banda
Resenha - Immerse In Infinity - Lost Soul
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 02 de outubro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Esses aqui deveriam ser tão conhecidos e respeitados quanto Vader e Behemoth. Sim, é da Polônia que vem essa avalanche chamada Lost Soul. É, o nome da banda é um tanto batido, mas não se deixe enganar. O extremismo alcançado por esse pessoal é de chocar.
Mantendo uma linha velocíssima, pesada e com uma pitada de melodia, o conjunto vem demolindo tudo à frente. Em relação às bandas consagradas citadas aí em cima, a Lost Soul se diferencia um pouco por trabalharem de uma forma mais técnica, mas muito brutal.

Imaginem um (agora cultuado) Fleshgod Apocalypse sem teclados ou vocais limpos, e vocês terão uma base do que isso aqui se parece. As músicas são surpreendentemente grandes, totalizando um disco de quase uma hora de duração em apenas oito canções.
"Revival", que abre a pancadaria, é de uma precisão cirúrgica. Já "Personal Universe" começa com uma virada de bateria que beira o absurdo de velocidade, e os riffs matadores fazem desse som um hino. Um som trabalhado que deixa cravada sua marca no underground.
A terceira faixa – "...If the Dead Can Speak" – apresenta uma proposta diferente, com uma sonoridade mais quebradona (veja clipe abaixo) e trabalhada. Lembra muito Behemoth em seus momentos mais lentos. Particularmente não fez meu tipo, mas no contexto do disco, mantém o nível. É um momento de "descanso".

Depois da calmaria, a tempestade retorna sob o nome "216". Que pancada! Só depois de quase dois minutos e meio de violência sonora é que o vocalista dá o ar da graça para imprimir mais agressividade à canção. E no meio da ignorância sai um solo fantástico! Indo agora de uma porrada para outra. É a vez de "One Step too Far", com um começo avassalador, dando espaço para muita técnica durante o resto de sua execução. Uma das melhores do CD!
Um novo momento de relativa tranquilidade com "Breath of Nibiru", outra música destoante de "Immerse In Infinity", mas mais agradável do que "...If the Dead Can Speak". Destaque para os bumbos e para a bela construção da música, com uma levada meio épica.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Quase chegando ao fim do play, o caos retorna com a boa "Divine Project". Devastação praticamente sem descanso. Muito legal o crescendo no meio da música, culminando em outro grande solo. Fechando o álbum, a batucada esquisita inicial de "Simulation" introduz outra grandiosa, profunda e destruidora canção, para acabar com tudo em alto estilo. Realmente, o conjunto é surpreendente, mas quem se sobressai aqui é o baterista Desecrator, com sua técnica bastante apurada. O cara consegue fazer músicas trabalhadas e ao mesmo tempo extremamente agressivas, priorizando o pé no acelerador, mas com classe, muita classe.
Qualidade de gravação ótima, dispensa comentários. Em suma, é apenas uma questão de tempo para a Lost Soul ter seu trabalho reconhecido com justiça, porque qualidade e competência são as palavras que melhor definem a banda, que tem tudo para se tornar cult no submundo do som extremo.

Lost Soul - Immerse In Infinity
Witching Hour Productions – 2009 - Polônia
http://www.myspace.com/lostsoulofficial
Tracklist
1. Revival
2. Personal Universe
3. ...If the Dead Can Speak
4. 216
5. One Step too Far
6. Breath of Nibiru
7. Divine Project
8. Simulation

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