Impaled: Poder de destruição igual ao do Exhumed

Resenha - Dead Shall Dead Remain - Impaled

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Por Christiano K.O.D.A., Fonte: Som Extremo
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Qualquer semelhança (e põe semelhança nisso) do som da Impaled’s com a Exhumed não é mera coincidência. Afinal, a primeira conta (na verdade contava, o line up atual mudou um de seus membros) com ex-membros da segunda. O poder de destruição é quase o mesmo, mas a Impaled é ligeiramente dotada de mais melodia.
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Tudo bem, a Exhumed foi por determinado período mais melódico também, mas aqui faço a comparação baseada na época em que “The Dead Shall Dead Remain” foi lançado.

Outra diferença são os vocais, que em alguns momentos, utilizam aquele efeito maravilhoso de bandas típicas gore. E no geral, como já se esperaria de uma banda com integrantes de renome, as composições são muito boas e bem trabalhadas, sempre priorizando a agressividade.

Alterações de ritmo, solos bem feitos, riffs funcionais, velocidade da bateria e vocais alternados fazem da Impaled um exemplo de death/grind/gore.

Destaques: “Fæces of Death”, perfeita para começar o massacre; “Trocar”, com riff muito bacana e um ritmo quebrado e empolgante; “Spirits of de Dead”, cuspindo violência em nossos ouvidos; “Back to the Grave”, com a levada característica gore, e vocal que realmente remeteu à Exhumed; e “All that Rots”, trazendo a veia mais brutal do quarteto – a melhor do play - juntamente com a subsequente “Gorenography”, muito foda!

Depois das 11 faixas, existe uma 12ª “escondida”, mas não se preocupem, pois não é uma música de fato e sim um barulho esquisito que pulsa constantemente. Somente aos 25 minutos depois (sim, esse som é gigante), alguém começa a engasgar, ao menos é o que parece. Por via das dúvidas, melhor nem investigar do que se trata.

A capa é tão poética! Daquelas que você deve emoldurar e pendurar na parede. Brincadeiras de mau gosto à parte, o restante do encarte é muito bem feito, e a foto central do grupo na sala de cirurgia é um show. Juntamente com as letras, existem fotos de radiografias das cabeças dos membros do grupo. Realmente, acho que eles precisam de exames, porque a insanidade dos caras pode ser contagiosa.

E na caixinha do disco, boas frases como “Music In A jugular Vein”, ou mesmo o pensamento profundo de “Here I Sit, Broken-Hearted... Tried to Shit, But Only Farted” (traduza e ria) dão o tom de humor negro dos caras.

Apesar de parecer menos pesada do que a Exhumed, a gravação é excelente, ainda mais em se tratando de uma banda barulhenta. Eu sei, talvez seja injusto ficar comparando bandas, mas aqui, isso é inevitável. No geral, a Impaled apresenta canções mais “organizadas” do que as do outro conjunto.
Complicado dizer isso, mas o fato é que a Impaled permanece à sombra da Exhumed. Mesmo assim, faz um trabalho bastante competente e honesto. Soa clichê, mas é a verdade.

Impaled’s – The Dead Shall Dead Remain
Death Vomit Records – 2000 – Estados Unidos

http://www.myspace.com/impaled

Tracklist
1. Introduction
2. Fæces of Death
3. Flesh and Blood
4. Trocar
5. Spirits of the Dead
6. Immaculate Defecation
7. Fæcal Rites
8. Back to the Grave
9. All That Rots
10. Gorenography
11. Blood Bath

Fonte:
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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e tem um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, alguém que faz da música sua vida.

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