Hate Eternal: Mesclando brutalidade e melodia com maestria
Resenha - Phoenix Amongst the Ashes - Hate Eternal
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 09 de junho de 2011
Nota: 9 ![]()
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E os americanos mais brutais do mundo estão com mais um álbum quentinho, saído do INFERNO! Uma banda com verdadeiros talentos e um líder competente como Erik Rutan só poderia resultar em um dos grandes lançamentos do ano.

Como era de se esperar (e não é força de expressão), "Phoenix Amongst the Ashes" é muito violento e técnico. Já vale falar da produção excepcional que obviamente passou pelas mãos habilidosas de Rutan, o novo queridinho produtor do metal extremo mundial.
E talvez, exatamente por esse fato de aguardarmos algo tão brutal, já fica difícil sair do comum na descrição desse álbum. Quem conhece Hate Eternal sabe do que estou falando. Pois é, o negócio aqui é altíssima velocidade e complexidade, riffs soberbos e contraditoriamente uma renovação no brutal death metal do conjunto. Porque dentro de seu estilo único, os caras trazem coisas diferentes e interessantes à sua sonoridade.
Abrindo o CD, temos "Rebirth", uma "leve" introdução instrumental com cara de... bem... introdução! Mas depois, é a porradaça na cara "The Eternal Ruler", com blast beat do início ao fim, algo mais do que comum para a banda. Os solos correm soltos, como não poderia deixar de ser.
A terceira faixa é "Thorns of Acacia", talvez a melhor do disco. Os bumbos de Simonetto são sobrenaturais, e o refrão é grudento. Já "Haunting Abound" tem uma levada diferente, meio quebrada, misturada às metralhadoras do instrumental. É um som meio fora dos padrões da H.E., mas o resultado ficou interessante.
E o que é essa quinta, a "Art of Redemption"? O início é composto por riffs bem agudos, que lembram algo do Brain Drill. Parece até música de videogame 8 bits! Muito legal! É mais uma prova da criatividade do vocalista/guitarrista Rutan, reforçando o que disse lá em cima, sobre a renovação dentro do próprio estilo. O restante da música é agressividade pura, e com outros belos solos.
Na sequência, a faixa-título e "Deathveil" são tipicamente Hate Eternal. Não há necessidade de me estender. Porém, os três sons seguintes têm um certo caráter mais experimental. Calma, não é nada de tecladinhos, ou barulhinhos eletrônicos, nem nada, mas apenas a banda mostrando um lado não tão comum e rápido. "Hatesworn" é mais "calma", com levadas lentas e vocais dobrados que dão uma boa encorpada na música, especialmente nos refrões. Os riffs pesadíssimos também contribuem para esse pequeno grande caos sonoro.
E vem a penúltima - "Lake Abraze". Outra música mais trabalhada e com bons arranjos. Aqui, o que chama a atenção é a mistura de ritmos e batidas, que passam pelas tribais e vão até as ultra rápidas. E fechando o álbum, vem a cadenciada "The Fire of Ressurrection", com uma batida inicial marcial que se desdobra em algo também atípico dos americanos, mas muito belo, triste e profundo.
A banda criou um padrão de death metal técnico em que mescla brutalidade e melodia com maestria. Não é tão inspirado quanto "I, Monarch", o terceiro disco (2005), mas também não fica muito atrás não! E o melhor nisso tudo é constatar que a Hate Eternal continua igual ao começo da carreira: extrema ao extremo!
Hate Eternal - Phoenix Amongst the Ashes
Metal Blade Records - 2011 – Estados Unidos
http://www.myspace.com/haeteternal
TRACKLIST
1. Rebirth
2. The Eternal Ruler
3. Thorns of Acacia
4. Haunting Abound
5. The Art of Redemption
6. Phoenix Amongst the Ashes
7. Deathveil
8. Hatesworn
9. Lake Ablaze
10. The Fire of Resurrection
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