Protest The Hero: Não é para quem tem problemas cardíacos
Resenha - Scurrilous - Protest The Hero
Por Rodrigo Simas
Postado em 08 de junho de 2011
Nota: 9 ![]()
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Pense em System Of A Down, Dream Theater, Symphony X, Mastodon e The Mars Volta. Adicione esteróides. O Protest The Hero é um pouco mais que isso. Esbanjando energia, técnica e peso, o grupo vem recebendo elogios por todo o mundo: formada no Canadá e ainda desconhecida em terras brasileiras, a banda caminha a passos largos para se consolidar como uma das mais notáveis forças metálicas surgidas nos últimos tempos.

"Scurrilous" é uma evolução natural ao caos organizado que o grupo se propõe a realizar. Em comparação com o trabalho anterior, o excelente "Fortress" (2008), aqui tudo soa mais coeso, formando músicas com estruturas mais sólidas e idéias mais bem definidas, mesmo que ainda esquizofrênicas. A quantidade de riffs, solos e viradas de tempo por música é tão grande e intensa que é necessário algumas audições para digerir tudo o que acontece – até mesmo o ouvinte mais experiente pode ter dificuldade para assimilar tudo de uma vez.
Mas não pense que o som descambe para um progressivo gratuito, que não chega a lugar algum. Somente uma faixa, a ótima "Tandem", passa dos 5 minutos (5:15 para ser exato), o que por si só já quer dizer muita coisa: eles vão direto ao assunto. Aqui não há lugar para introduções sem fim ou viagens para outras dimensões. Mesmo com as rebuscadas passagens e compassos, tudo é inserido no contexto da canção. Nada é descartável, mas até os possíveis exageros são engolidos pelo rolo compressor que é acionado quando "C'est la Vie", que abre "Scurrilous", começa. Os riffs de "Hair-Trigger", os andamentos de "Moonlight", a variedade de "Tapestry": o objetivo é definitivamente deixar o ouvinte sem fôlego.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mesmo que alguns possam argumentar que trechos soam forçados, a produção se encarrega de deixar todos os instrumentos na cara, mostrando as habilidades individuais dos músicos, o quinteto formado por Rody Walker (voz), Tim Millar (guitarra), Luke Hoskin (guitarra e teclado), Arif Mirabdolbaghi (baixo) e o alucinado baterista Moe Carlson. Outro ponto positivo é a variedade rítmica das composições: a gama de estilos abordada é enorme, mesmo que o heavy metal seja o direcionamento principal em todas elas.
Todos esses fatores, mas principalmente pelo fato da banda definitivamente conseguir reunir suas idéias e estruturá-las de maneira sistematica, fazem de "Scurrilous" uma obra impressionante, que mostra um grupo faminto por mostrar todo seu potencial, de uma forma até mesmo arrogante, mas com muito mais maturidade para executar seu material.
Extremamente contra-indicado para pessoas com problemas cardíacos, o Protest The Hero se reafirma com mais um trabalho que já figura facilmente entre os melhores do ano.
Clipe C'est la Vie.
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