Deicide: Ainda superior à maioria dos grupos de Death Metal
Resenha - To Hell With God - Deicide
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 27 de abril de 2011
Nota: 8 ![]()
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O Deicide mostra-se incrivelmente relevante com "To Hell with God", o décimo álbum de sua carreira. A banda liderada pelo baixista e vocalista Glen Benton surge soberana, plainando com uma indefectível superioridade sobre a maioria absoluta dos grupos de death metal do planeta. Um feito e tanto para quem já está há mais de duas décadas na estrada.
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"To Hell with God" é um álbum muito bem produzido. O disco comprova o imenso peso que o baterista Steve Asheim possui atualmente no conjunto. Membro fundador, principal compositor – oito das dez faixas são de sua autoria - e também produtor do álbum – ao lado de Glen e Mark Lewis -, Asheim divide os holofotes com Benton, autor de todas as letras. Completam a banda os guitarristas Jack Owen e Ralph Santolla.
A temática lírica continua a mesma, com temas anticristãos e críticas à religião, mas na parte instrumental o som soa um pouco mais acessível. Os riffs apresentam influências de thrash metal e até mesmo de hard rock, características que, somadas à tradicional sonoridade death do Deicide, tornam a audição bastante estimulante.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O CD abre de forma magnífica com as três primeiras faixas, uma trinca de pauladas que não deixa o ouvinte respirar. "To Hell with God" tem um ótimo refrão, enquanto "Save Your" conta com uma performance de bateria impressionante, rápida, cheia de viradas e bumbos duplos. A cadenciada "Conviction" dá uma variada na pancadaria, com claríssimas influências de thrash metal. Um dos destaques do disco, fácil.
O riff de "Empowered by Blasphemy", se ouvido antes da entrada do vocal e sem identificar o grupo, pode ser confundido com o de uma banda de hard rock. Para os mais radicais, uma observação: depois que o vocal entra o pau rola solto, então não precisam ficar preocupados.
"Angels in Hell" é outra que apresenta características thrash, com direito à algumas mudanças de andamento, algo não muito comum no death metal. "Hang in Agony Until You're Dead" tem um trabalho de guitarras interessantíssimo, enquanto "Servant of the Enemy" traz mais um arregaço de Steve Asheim, além de uma performance arrasa-quarteirão de toda a banda. Destaque imediato! O disco fecha de forma brilhante com a dobradinha "Into the Darkness You Go" e "How Can You Call Yourself a God", duas pedradas sensacionais!
"To Hell with God" é um disco muito consistente, com uma produção impecável. A técnica dos instrumentistas salta aos ouvidos, com fartas passagens intrincadas e complexas. Os timbres saem cheios e repletos de peso dos alto-falantes, o que só acentua a qualidade do material.
Estamos diante de um dos melhores trabalhos da carreira do Deicide, e destaque entre os álbuns de metal extremo lançados em 2011.
Faixas:
1 To Hell With God
2 Save Your
3 Witness of Death
4 Conviction
5 Empowered by Blasphemy
6 Angels in Hell
7 Hang in Agony Until You're Dead
8 Servant of the Enemy
9 Into the Darkness You Go
10 How Can You Call Yourself a God
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