Destruction: Um disco rápido e intensamente pesado
Resenha - Day Of Reckoning - Destruction
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 23 de abril de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Embora tenha abandonado muitas das referências encontradas em "D.E.V.O.L.U.T.I.O.N." (2008), o novo álbum do DESTRUCTION mostra uma banda ainda preocupada em resgatar sonoridades do passado. O thrash metal assinado pelo grupo em "Day of Reckoning" se distancia da complexidade de outrora para um enfoque muito mais direto. Por mais que o novo disco dos germânicos mostre muita qualidade, o seu repertório está longe de ser apontado como o melhor desde o retorno com "All Hell Breaks Loose" (2000) após anos de ostracismo na década de noventa.
Destruction - Mais Novidades
Em atividade desde o início dos anos oitenta, os alemães do DESTRUCTION podem ser apontados como o maior (ou um dos maiores) ícones do thrash metal europeu. A sonoridade da banda, que sempre investiu em particularidades que a distanciam de outros nomes do gênero – como SODOM e KREATOR – se mantém intacta em "Day of Reckoning". O disco antecessor até conquistou certo prestígio com um repertório mais bem elaborado e recheado por quebradas rítmicas e próximas ao metal tradicional. No entanto, Schmier (vocal e baixo), Mike (guitarra) e o novato Vaaver (bateria e ex-UNSUN) recuperaram muito daquilo que escreveu a história da música pesada quase três décadas atrás. O contorno raivoso dado ao thrash metal dos germânicos abominou de vez as marcas melódicas de outrora. O resultado é um disco rápido e intensamente pesado – claramente indicado para os fãs saudosistas da banda (e consequentemente avessos às modernidades que poluem atualmente o gênero).
O décimo disco da carreira do power-trio germânico – que inicia o contrato do grupo com a gravadora Nuclear Blast – contou com a produção mais do que eficiente de Jacob Hansen (HEAVEN SHALL BURN). A preocupação em soar como os clássicos "Infernal Overkill" (1985) e "Eternal Devastation" (1986) é evidente desde a abertura com a qualificada "The Price". Entretanto, Schmier & Cia. não se prenderam em influências datadas. Por trás de "Day of Reckoning" existe um quê de atualidade que não passa despercebido. Embora não possua um repertório verdadeiramente consistente – como o excelente "D.E.V.O.L.U.T.I.O.N." (2008) apresentava – o novo álbum do DESTRUCTION é um prato cheio, sobretudo para os fãs mais antigos que acompanham o grupo. Não há nenhuma crítica negativa que possa ser feita a respeito da performance dos alemães. O andamento de "Day of Reckoning" é impecável.
Entre os maiores destaques do álbum, "Hate is My Fuel" certamente desponta na dianteira. A música – que foi merecidamente escolhida como o primeiro single – apresenta os riffs mais matadores de "Day of Reckoning". De certo modo, existe uma uniformidade que contorna as onze faixas do disco. Não há muitos recursos melódicos (e variados) em músicas como "Devil’s Advocate" e "The Demon is God". Porém, por mais que o repertório se desdobre em composições extremamente diretas, nada pode ser apontado como cansativo ou repetitivo dentro da obra. Com um quê daquilo que marcou a história (pelas mãos do DESTRUCTION), "Destroyer or Creator" e "Sheep of the Regime" encerram o álbum com as mesmas características que marcaram o seu início: agressividade e velocidade.
Não há dúvidas de que "Day of Reckoning" é mais um interessante álbum e que apenas vem para agregar qualidade à carreira do DESTRUCTION. Porém, a ausência de músicas de maior impacto (a exceção é "Hate is My Fuel") é nitidamente sentida, sobretudo para os fãs que viram em "D.E.V.O.L.U.T.I.O.N." (2008) um dos principais discos do thrash metal da era pós-modernidade. De qualquer forma, os cinquenta minutos do repertório – que ainda conta com uma ótima versão para "Stand Up and Shout" (outra homenagem póstuma a RONNIE JAMES DIO) – não comete nenhum pecado capital. A publicidade que gira ao redor do álbum (recheada de adjetivos e promessas de destaque) que é pretensiosa demais. O disco é bom, mas falta muito para ser um dos melhores do ano.
Track-list:
01. The Price
02. Hate is My Fuel
03. Armageddonizer
04. Devil’s Advocate
05. Day of Reckoning
06. Sorcerer of Black Magic
07. Misfit
08. The Demon is God
09. Church of Disgust
10. Destroyer or Creator
11. Sheep of the Regime
12. Stand Up and Shout
Outras resenhas de Day Of Reckoning - Destruction
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
John Baizley (Baroness) fará a próxima tour do Mastodon como membro convidado
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
O músico que é o "Donald Trump do rock", segundo ex-Boston
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
Uma resposta às críticas que Regis Tadeu fez aos Engenheiros do Hawaii
O hit do Iron Maiden composto em duas semanas: "Minha composição mais ambiciosa"
A inesperada música que Dave Mustaine considera uma das melhores do Megadeth

As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
Schmier (Destruction) critica falta de identidade visual no metal contemporâneo
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



