Cavalera Conspiracy: Ainda não mata a ansiedade dos bangers
Resenha - Blunt Force Trauma - Cavalera Conspiracy
Por Bruno Bruce
Postado em 02 de abril de 2011
Para os desavisados, Cavalera Conspiracy é o espólio do falido Sepultura. Enquanto Andreas Kisser e Paulo Júnior enlameiam o nome de uma banda donde seus criadores pularam fora, os irmãos Cavalera (Max & Igor) miram no futuro, desdenhando do atual caminho trilhado por estes usurpadores.
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A estréia mundial veio com Inflikted (2008), aquele massacre thrash com metal grosso-calibre de faixas como "Black Ark" e "Sanctuary". Neste hiato fizeram o que sabiam de melhor: excursionar e, no caso de Max, manter a áurea de quase inacessível. Com seu visual mendigo-viciado-em-crack-vestido-de-Adidas segue com pinta de messias do metal. Às vezes acerta.
Não foi o caso neste "Blunt Force Trauma" (termo médico para um dano corporal não-perfurante). O que mais senti falta foram os riffs redentores, uma marca do Cavalera Conspiracy, a transformar faixas comuns em algo acima da média. As onze faixas autorais não matam a enorme ansiedade dos headbangers pela ‘salvação’ redentora do gênero. Economizaram tempo & solos em "Rasputin", "Target", "Torture" num caldo insosso, engrossado pela curta & bela faixa título, que me causou comoção metálica pelo magnífico duo de guitarras levado até o fim da música. "I Speak Hate" (bom thrash metal), serviu de consolo & alento para este disco somente regular.
Se o CD début foi um passo largo na conquista de espaço, BFT permanece mostrando ao mundo que há uma esperança para este gênero estagnado, mas a salvação ainda não chegou.
Outras resenhas de Blunt Force Trauma - Cavalera Conspiracy
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