Cavalera Conspiracy: Deve causar alvoroço em todo planeta
Resenha - Blunt Force Trauma - Cavalera Conspiracy
Por Daniel Junior
Fonte: Aliterasom
Postado em 26 de março de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se você é daqueles que sente saudades daquela sujeira e peso de discos como "Arise" e "Chaos A.D" (clássicos da banda mineira Sepultura), talvez consiga matar um pouco desta nostalgia na audição do pesadíssimo "Blunt Force Trauma".
Cavalera Conspiracy - Mais Novidades
Quando Max e Iggor (mais o primeiro do que o segundo) não ficam fazendo cavadinha para uma reunião que "celebraria" a formação original do SEPULTURA (esquecendo o Jairo não é sr. Max?) conseguem produzir um disco com força e autenticidade.
Max é um dos artistas de metal que em minha opinião consegue demonstrar todo seu DNA e talento (ou seja demonstrar suas marcas de composição) e mesmo assim soar contemporâneo e forte como se o tempo não tivesse passado. E volto a dizer: é muito melhor ver o músico e vocalista ocupado com seu projeto + sério e fazendo dele um disco para se prestar atenção em 2011 do que vê-lo em notinhas cuspindo fogo em seus ex-companheiros.
Enquanto o mundo parece ter "dado um tempo" nas demonstrações alegre/afetivas para sons mais calcados no neo-punk e o som emocore tenha perdido parte da sua força consolidada em 2010, o CAVALERA CONSPIRANCY lança CD com cara de boa época em que o som porrada não era apenas uma expressão chula para identificar uma banda na prateleira mas sim diferenciar bandas pesadas de bandas MUITO pesadas.
O single "Killing Inside" dava provas cristalinas que a dupla Cavalera (que ainda conta com Marc Rizzo nas guitarras e Johny Chow no baixo) não vinha para brincar de passado ou inventar moda. O CD tem toda a agressividade que um bom disco de metal precisa e sugere, com passagens de thrash muito interessantes como na faixa "Thrasher", que mescla guitarras rasgadas e boas doses de velocidade e ritmo.
Existem alguns aspectos interessantes em BFT como a mescla de guitarras mais tradicionais que lembram MEGADETH e TESTAMENT com outras mais ‘dolorosas’ que lembram MACHINE HEAD ou BLACK LABEL SOCIETY. A faixa "I Speak Hate" não é uma conservadora canção de metal, mas tem todos os ingredientes que o fã do estilo gosta de encontrar na camada sonora de um bom disco de rock.
"Target" tem até solo de guitarra… E pode parecer ridículo salientar esta informação, uma vez que, é quase uma convenção do rock, de maneira geral, que as canções apresentem o momento ‘estrelar’ do guitarrista solo. O que ouvimos na faixa são excelentes momentos de Rizzo/Cavalera com peso e excelentes ideias musicais.
"Burn Waco" traz uma parede de distorção em uma envolvente e veloz saraivada de riffs. Há quem torça o nariz pela ausência de conssonância (ou em menor escala, na falta de melodias mais apuradas) mas é impressionante o vigor de Max em canções deste timbre, mesmo após 26 anos de carreira (contados a partir do lançamento de "Bestial Devastation", 1985). Em "Rasputin", a áspera forma del e’cantar’ as canções remetem até mesmo ao black metal, o que não é de todo um desconhecido para os irmãos Cavalera, uma vez que o disco de estreia do SEPULTURA é um ode ao black e thrash metal.
"Blunt Force Trauma" – a canção que dá título ao disco – não poderia ser diferente. Com riffs pesados e até aqui, contrastando com o ‘q’ de atonalidade apresentado pelos músicos, apresenta opções interessantes, para uma banda que toca com o pé no acelerador do início ao fim.
O disco encerra com "Warlord" e mostra como a banda está madura e tem fogo para queimar muita lenha sem mudar um milésimo da sua filosofia sobre como um disco de metal deve soar.
Talvez o pormenor seja um mais comedido Iggor Cavalera. Não que esteja aquém do que o músico pode compor, mas parece que o baterista optou em fazer arranjos mais redondos e menos tribais, o que pode ser uma prova de que o baterista está longe de repetir maneiras e trejeitos e que busca, na economia, um som mais encorpado e em favor da canção.
Dos melhores que ouvi este ano, BFT faz MUITO barulho e deve causar alvoroço em todo planeta.
Quanto às viúvas da formação original do SEPULTURA: o choro é livre.
"Warlord" 3:05
"Torture" 1:51
"Lynch Mob" 2:31
"Killing Inside" 3:28
"Thrasher" 2:49
"I Speak Hate" 3:10
"Target" 2:36
"Genghis Khan" 4:23
"Burn Waco" 2:52
"Rasputin" 3:22
"Blunt Force Trauma" 3:58
twitter: @aliterasom
twitter do autor: @dcostajunior
Outras resenhas de Blunt Force Trauma - Cavalera Conspiracy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Roger Waters detona Mick Jagger e diz que astro só pensa no físico e no próprio saldo bancário
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
O mito em torno de Raul Seixas que Regis Tadeu diz que precisa acabar
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
O álbum do Pink Floyd que David Gilmour gostaria de apagar completamente da memória
Mortiis, ex-Emperor, volta ao Brasil para show em São Paulo
Dave Mustaine mudou de vida depois que se converteu; "Deus me enviou para o AA"
A banda que Thom Yorke do Radiohead odeia: "Eles nos imitam e ainda falam mal de nós"
Humberto Gessinger explica a grande diferença entre Engenheiros e Renato Russo
A esquecida banda de rock que misturou rock com maracatu antes da Nação Zumbi

Max Cavalera homenageia o irmão Iggor e afirma que eles "mudaram o mundo juntos"
Era do grunge foi a pior época para o metal, de acordo com Max Cavalera
Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



