Cavalera Conspiracy: Mais Sepultura do que eles próprios

Resenha - Blunt Force Trauma - Cavalera Conspiracy

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Por Maicon Leite
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Depois que se uniram, Max e Iggor Cavalera tem se tornado uma força indestrutível, e agora com o novo álbum, “Blunt Force Trauma”, a máquina de destruição parece não ter limite de cessar fogo. Esqueçam todo o falatório em torno do Sepultura, por mais que Max queira fazer uma reunião, o Soulfly e o Cavalera Conspiracy são mais Sepultura do que eles próprios.
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Gravado em poucos dias, “Blunt Force Trauma” soa absurdamente agressivo, confirmando aquilo que Max falou antes do lançamento, que o novo disco seria tão matador quanto o debut, “Inflikted”. Com pouco mais de meia hora de duração, o álbum transita entre o Thrash Metal e o Hardcore, atingindo o ouvinte em cheio. E é com “Warlord” que a carnificina tem início, mostrando um peso avassalador, que aliado a rapidez e solos endiabrados de Marco Rizzo fazem deste um ótimo começo. “Torture” usa e abusa da velocidade, lembrando o Sepultura “das antigas”. Perfeita! Como o Hardcore sempre foi uma das influências dos irmãos mineiros, nada mais justo do que a participação especial de Roger Miret, do Agnostic Front em “Lynch Mob”, atingindo resultados fantásticos, transformando-a um dos grandes destaques do álbum. Já “Killing Inside” tem uma pegada um pouco mais diferente, cadenciada em toda sua extensão, mas não deixando de ser descomunal. Indo numa direção totalmente, “Thrasher” é como se fosse uma homenagem aos fãs do estilo, recheada de passagens empolgantes e um excelente trabalho de guitarras. Aliás, Marc Rizzo se torna peça fundamental ao vivo e em estúdio, já que Max não faz solos e tampouco toca guitarra como deveria ao vivo. Iggor continua o mesmo monstro das peles, criando batidas, levadas e dando uma força poderosa a sonoridade do Cavalera Conspiracy. Max, com toda sua experiência e agressividade natural, mantém intacta aquela voz tão familiar que todos nós conhecemos tão bem. Johnny Chow (Fireball Ministry) executa seu papel de forma eficiente no baixo, dando o suporte necessário para manter o peso em primeiro plano. Das músicas restantes, “Target” surge como um furacão, rápida e rasteira, bem como “Burn Waco”, extrema em todos os sentidos.

“Blunt Force Trauma” é item obrigatório aos fãs da dupla Cavalera e merece ser apreciado com o volume no talo, ratificando de vez a premissa de que o Sepultura não precisa voltar com a formação clássica, já que o Cavalera Conspiracy supre com sobras o desejo dos fãs em rever a formação clássica, enquanto o Sepultura atinge bons resultados com seu último álbum.

Contato: www.myspace.com/cavaleraconspiracy

Formação:
Max Cavalera - voz e guitarra
Marc Rizzo - guitarra
Johny Chow - baixo
Igor Cavalera - bateria

Cavalera Conspiracy – Blunt Force Trauma
(2011 / Roadrunner Records - nacional)

01. Warlord
02. Torture
03. Lynch Mob
04. Killing Inside
05. Thrasher
06. I Speak Hate
07. Target
08. Genghis Khan
09. Burn Waco
10. Rasputin
11. Blunt Force Trauma

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Sobre Maicon Leite

Maicon Leite é assessor de imprensa na Wargods Press, colaborador na revista Roadie Crew e um dos autores do livro Tá no Sangue! - A História do Rock Pesado Gaúcho, dentre outros projetos e publicações.

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