Devildriver: Disco fraco de uma banda com grande potencial
Resenha - Beast - Devildriver
Por Bruno Bruce
Postado em 20 de março de 2011
Vários mal-entendidos podem ser cometidos por quem não conhece bem o Devildriver, a começar pelo nome, na realidade, uma referência a um sino de origem italiana que "conduz o mal" para longe.

Muitos o associaram ao new metal ou, pior, ao metal pula-pula, termos depreciativos. Sempre gostei & defendi o grupo, tendo o CD "Pray For Villains" (2009) como ápice de sua carreira.
Sabia que a tarefa seria árdua para o Devildriver. Manter-se cool num ambiente infestado de teenagers de todo o mundo, na busca da próxima grande banda extrema, é um troço ingrato.
Todo o pacote está lá em "Beast": integrantes tatuados ad nauseam, riffs inspirados, pesadas faixas, vocal gutural bem colocado. O que pesou contra nesta embalagem foram as músicas retilíneas demais. Seria um modo da banda tentar afastar-se do nefasto new metal, estilo em que, erroneamente, foram inseridos pela mídia? Afinal, as bruscas variações nas faixas são uma das maiores características deste ‘novo’ metal. Beast passa reto como um ônibus lotado. Não há músicas como "Bitter Pill" e "Teach Me To Whisper" que abrilhantavam seu predecessor.
Raros são os CDs do Devildriver nas lojas virtuais brasileiras, parecendo haver um desinteresse de alguma das partes (gravadora, banda, consumidores finais) pela totalidade de sua discografia. Uma pena já que encontraremos grandes músicas em todos. Cito "Dead To Rights" e "Black Soul Choir" como minhas prediletas em "Beast", um disco fraco a esconder uma banda de enormes potencialidades.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
"Eu acreditei que ia rolar": o dia que Regis Tadeu comprou Jéssica Falchi no Mastodon
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"
Lemmy e o solo de baixo que mudou a história do instrumento no rock lá em 1964
Kerrang!: os 100 melhores álbuns de Rock em lista da revista
Tony Iommi explica por que o Black Sabbath nunca teve um segundo guitarrista



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



