CellOut: Esforçado, mas nem perto de atingir a sua proposta
Resenha - Superstar Prototype - CellOut
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 26 de fevereiro de 2011
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Embora tenha sido um movimento de muito sucesso na década passada, o new metal não resistiu ao tempo e são poucas as bandas que restaram no cenário da música. O gênero, que revelou os seus principais expoentes nos Estados Unidos, viajou o mundo e serviu de inspiração até mesmo para os mais improváveis países europeus. No entanto, os suecos do CELLOUT não mostram a mesma competência dos norte-americanos e o álbum "Superstar Prototype" está muito distante de ser considerado uma obra verdadeiramente de impacto.

Em atividade desde 2004, o CELLOUT tinha tudo para movimentar o cenário underground sueco com o seu primeiro álbum, que contou inclusive com a mixagem do renomado – e indicado ao Grammy – Ulrich Wild (PANTERA e DEFTONES). Entretanto, a ausência de composições nitidamente criativas em "Superstar Prototype" compromete demasiadamente o resultado do disco, que saiu na Europa via Nuerra Records. Percy Mejhagen (vocal e guitarra), Robert Monegrim (guitarra), Anders Sevebo (baixo) e Thomas Ohlsson (bateria) não propuseram absolutamente nada de novo para um gênero saturado e que já viu a ascensão e a queda de inúmeras bandas similares ao redor do mundo. De qualquer forma, o esforço do grupo para criar uma sonoridade própria é nítido, mas o repertório não chega nem perto de atingir a sua proposta.
Não há dúvidas de que o fator que compromete "Superstar Prototype" é a insistência do quarteto sueco em dar à sua música uma sonoridade claramente comercial. A faixa de abertura do álbum, intitulada "Dark Days", poderia ser uma composição de destaque se não fosse o acento pop do seu refrão. As guitarras, que consistem a característica mais marcante do CELLOUT, aparecem bem em "All My Demons Inside". A composição, que surge como o primeiro destaque da obra, possui uma aproximação mais clara ao metal alternativo de nomes como MACHINE HEAD, mas não desconsidera o quê comercial da sua antecessora. Para os fãs mais exigentes, essa preocupação do CELLOUT em agradar a todos é um obstáculo que o quarteto não supera em "Superstar Prototype".
Na sequência, "The Gift" e "Flooded" exageram na sua pegada melódica/melancólica, mais ou menos em uma vertente que o LINKIN PARK vem abordando desde o início da sua carreira. Embora não possam ser rotuladas como músicas desprezíveis, a proposta do CELLOUT apenas não possui impacto suficiente para se sobressair às demais bandas do gênero. As músicas de "Superstar Prototype" soam muito bem – como a agressiva "Set Things Straight" – mas a escolha por elementos mais comerciais não caem com naturalidade, sobretudo para os fãs que já cansaram dessa repetição sonora e exaustiva. De qualquer modo, "Breathe" assume a dianteira com uma dose maior de agressividade e pode ser apontada como um verdadeiro destaque do álbum.
O restante de "Superstar Prototype" não deve impressionar ninguém. As músicas, que são diretas e não ultrapassam a média de quatro minutos, repetem as mesmas características do início da obra. Com uma cara típica do new metal americano, "Fake" soa melhor do que as faixas que a envolvem o encerramento do disco.
Em mais de quarenta minutos, o quarteto sueco não conseguiu proporcionar aos headbangers um disco interessante de new metal. O repertório do CELLOUT é coeso e bem apresentado, mas o pecado de não investir em uma sonoridade mais criativa – e com uma dose mais visível de personalidade – impossibilita que "Superstar Prototype" possua impacto junto ao público. Para resistir ao tempo, o quarteto sueco precisa trabalhar mais (e de uma forma diferente do que foi feito nesse ‘debut’ aqui).
Track-list:
01. Dark Days
02. All My Demons Inside
03. The Gift
04. Flooded
05. Set Things Straight
06. Blow
07. Breathe
08. As I Fall
09. Fake
10. In My Arms
11. The Tragedy in You
Outras resenhas de Superstar Prototype - CellOut
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Guns N' Roses é adicionado a shows especiais do Aerosmith
Lollapalooza Brasil 2027 confirma cast oficial de atrações
O significado de "Don't Look Back in Anger", segundo Noel Gallagher
Regis Tadeu aponta o grave erro que o Metallica está cometendo em shows recentes
Para quem foi escrita "Your Song", um dos maiores clássicos de Elton John
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Charlie Benante explica o que o tirou dos shows recentes do Anthrax
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
Direto da Sunset Strip e ainda na ativa, 3 bandas para quem gosta duma boa farofa
O que Dee Snider acha da escolha de Sebastian Bach para seu lugar no Twisted Sister
Os 6 melhores solos de guitarra de Eddie Van Halen
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
Down lança vídeo da música "The Myth", faixa de seu próximo disco
Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
Trivium anuncia novo álbum de estúdio, "Crown in the Grave"
A música que Cássia Eller gravou chorando de ódio, de raiva
Como Ozzy reagiu à sua demissão do Black Sabbath, de acordo com Geezer Butler
O clássico do Megadeth que Mustaine escreveu por que não aguentava pessoas zoando o Metal


Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Carach Angren - O preço de brincar com a morte em "Franckensteina Strataemontanus"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Iron Maiden: "Senjutsu" é uma prova de que "The X-Factor" é um discão



