DarkTower: Ouça alto e retribua aqueles vizinhos chatos

Resenha - Specters Arrival - DarkTower

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Por Marcos Garcia
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Uma das máximas que leva uma banda ao sucesso é, sem sombra de dúvidas, conseguir se sobressair no meio da avalanche de discos de todos os dias, o que não é lá coisa muito simples de ser feita, uma vez que hoje em dia, pelas facilidades tecnológicas modernas, não temos mais uma torrente de lançamentos, mas um autêntico megatsunami!

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São mais e mais bandas lançando materiais ao mesmo tempo, e isso acaba escondendo muitas que possuem talento e cuja música poderia se tornar um diferencial, e levar o Metal a outro patamar.

E no RJ, não é novidade para os mais fanáticos seguidores do underground que um de seus nomes mais promissores, que cada vez mais tem avançado com passadas gigantes na direção do sucesso, é o DARKTOWER.

A proposta da banda, que é a fusão de elementos dos mais variados estilos do Metal extremo em busca de uma sonoridade única, pode parecer clichê para muitos, mas o fato real é que eles conseguiram isso, mesmo em seu primeiro EP, ‘Specters Arrival’, de 2008, que é o centro desta resenha.

Na época ainda um quarteto, eles já tinha certo reconhecimento na cena e resolveu bancar com o próprio esforço o trabalho, e foram bem sucedidos.

A produção visual do trabalho é algo de ótimo nível, com letras e detalhes postados no encarte e a arte bem feita; sonoramente, a banda conseguiu um bom trabalho, onde cada elemento e nuance de sua musicalidade aparece de forma nítida aos ouvidos: vocais limpos, rasgados e guturais se alternando constantemente, guitarras ora agressivas e rascantes em riffs brutais, ora mais melodiosas em momentos amenos, baixo por vezes com toques jazzísticos e bateria extremamente técnica, e tudo isso somado tem um estilo único, cujo nome é DARKTOWER.

O EP começa com ‘Human Like Fire’, canção bem famosa da banda, muito técnica e que é um verdadeiro festival de mudanças de andamentos, alternância de vocais, que abusam do rasgado, do gutural, e ainda tem belas incursões de vocais limpos. Depois, temos a ótima ‘Thorns of Shadows’, que segue o estilo da primeira, mas que nem por isso é repetitiva ou cansativa, e há certo ar de NWOBHM nas guitarras e andamentos, inclusive com duos muito bem colocados sob um andamento mais Thrash, que deixa o ouvinte empolgado. Já ‘Murder of Anne’ com certa cadência e com o baixo e bateria dando a tônica da música, onde o clima geral fica um pouco mais denso e pesado, embora mantenha a mesma técnica e pegada bem particulares da banda. Fechando, temos ‘Rise of the Dark Tower’, que justamente por levar o nome da banda em si, é uma canção bem forte, pesada, brutal, com belos andamentos Thrash/Death aqui e ali, belo trabalho da cozinha baixo/bateria e grandes vocalizações.

Um verdadeiro deleite para os ouvidos, e que junto com o EP posterior, ‘Lord ov the VastLands’, uma ótima preparação para o álbum que deve estar chegando até meados de 2011.

Ouçam no mais alto volume possível e retribuam aqueles seus vizinhos chatos que se metem a empurrar funk e outros do mesmo pacote em seus ouvidos adentro todos os dias.

Formação:

Galf – Vocais rasgados e guturais
Argos – Bateria, vocais limpos e rasgados (suporte)
Hanged – Baixo
Niccollo – Guitarras, vocais limpos (suporte)

Tracklist:

01. Human Like Fire
02. Thorns of Shadows
03. Murder of Anne
04. The Rise of the Dark Tower

Contatos:
http://www.myspace.com/risedarktower
http://www.facebook.com/darktower
[email protected]




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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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