Motörhead: Nada de "baladinhas mela cuecas" por aqui
Resenha - World Is Yours - Motorhead
Por André Breder Rodrigues
Postado em 26 de dezembro de 2010
A lendária banda inglesa MOTÖRHEAD já entrou há bastante tempo naquele seleto grupo que você já sabe de antemão o que vai escutar em um novo álbum. Em relação ao MOTÖRHEAD você sabe que nunca se decepcionará, e nunca vai comprar um álbum onde a banda fuja do seu estilo visceral de tocar rock. E o novo trabalho do grupo, "The Wörld is Yours", claro, vem para comprovar isso, trazendo um rock n´roll sem frescuras, tocado de uma maneira empolgante e honesta que somente o trio Ian "Lemmy" Kilmister, Phil Campbell e Mikkey Dee consegue fazer atualmente.
Motorhead - Mais Novidades
Seu novo trabalho foi lançado em 14 de dezembro de 2010 de uma maneira inédita, em parceria com a publicação inglesa Classic Rock, sendo que em 17 de janeiro de 2011 o álbum terá seu lançamento mundial, pelo próprio selo da banda, Motörhead Music.
"The Wörld is Yours" abre com a energética faixa "Born to Lose", com uma letra pessimista ou realista, dependendo da visão particular do ouvinte. O trio de músicos já logo de cara mostram que estão afiados em seus instrumentos, e Lemmy claro, continua cantando com sua voz característica.
A segunda faixa "I Know How to Die" começa detonando, com um riff muito bacana de guitarra e com Lemmy já vociferando frases como "If I could find the cure I wouldn’t have to cry, I know the law I know how to die". Os solos de Phil Campbell nesta faixa são velozes e empolgantes, como sempre.
"Get Back In Line", a terceira faixa, continua mostrando que em "The Wörld is Yours" não há mesmo espaço para modinhas imbecis: rock direto com uma letra que fará muitos cristãos pelo mundo continuar detestando o MOTÖRHEAD por conta de Lemmy afirmar em uma das partes da canção que "Now we are only slaves, already in our graves, and if you think that Jesus saves, get back in line."
Guiada por um riff que só mesmo Phil Campbell sabe fazer, a quarta faixa "Devils In My Head" mantém o mesmo clima roqueiro das faixas anteriores. Na metade da canção há um solo majestoso de guitarra, mas tudo dentro do padrão qualidade de Phil Campbell, ou seja, nada de exibições idiotas ou um solo longo e chato, tudo aqui é rápido, direto, da maneira que todo solo de guitarra deveria ser.
A quinta faixa, intitulada "Rock 'n' Roll Music", traz uma sonoridade mais cadenciada, mas não menos empolgante do que as demais canções do álbum. Na letra Lemmy literalmente declara uma verdade que eu também compartilho com o mestre: "Rock n roll music is my religion; I don’t need no miracle vision. I don’t need no indecision."
Iniciada com um riff monstruoso capaz de fazer até mesmo os mortos levantarem de suas tumbas para agitar, a sexta faixa "Waiting for the Snake" é mais um rock n´roll clássico, do tipo que só o MOTÖRHEAD tem coragem ou capacidade de fazer. Teclados? Partes orquestradas? Corais de vozes no refrão? Aqui não há espaço para isso! Rock cru e direto da maneira que ele nasceu, e da forma como ele deveria ser para sempre. Amém!
E Phil Campbell continua despejando riffs fabulosos em nossos ouvidos com a sétima faixa "Brotherhood of Man". Lemmy desta vez canta de uma forma mais gutural, o que deixa a sonoridade desta canção ainda mais pesada.
A oitava faixa "Outlaw" é mais uma daquelas canções diretas ao ponto do MOTÖRHEAD, com Lemmy soltando frases de efeito como "Live or die, stand or run, shoot ‘em down, smoking gun". Esta canção é claramente uma referência aos filmes do gênero Western que Lemmy tanto adora. Destaque para o refrão bacana e para o solo de guitarra do sempre competente Phil Campbell.
"I Know What You Need", a nona faixa do álbum, já começa com Lemmy cantando sua letra, sem introdução ou firulas: é rock direto na sua cara, sem dó nem piedade! Lemmy diz na canção "I know what you are, I know what you need". Sim, eu preciso é de mais canções pesadas e empolgantes como essa Mr. Lemmy!
A última e décima faixa do álbum é intitulada "Bye Bye Bitch Bye Bye", e é uma daquelas canções que Lemmy escreveu falando sobre alguma de suas "relações amorosas". É engraçado que quando o mesmo tema é tratado por algumas bandas, como o WHITESNAKE, tudo é melancólico e meloso, enquanto que no MOTÖRHEAD tudo é feito de uma maneira divertida, com uma sonoridade pesada e rápida. Nada de "baladinhas mela cuecas" por aqui... graças a Deus!
Formação:
Ian "Lemmy" Kilmister – baixo, vocais
Phil Campbell – guitarra
Mikkey Dee – bateria
Tracklist:
1. "Born to Lose" 4:01
2. "I Know How to Die" 3:19
3. "Get Back In Line" 3:35
4. "Devils In My Head" 4:21
5. "Rock 'n' Roll Music" 4:25
6. "Waiting for the Snake" 3:41
7. "Brotherhood of Man" 5:15
8. "Outlaw" 3:30
9. "I Know What You Need" 2:58
10. "Bye Bye Bitch Bye Bye" 4:04
Tempo total: 39:15
Site oficial:
http://www.imotorhead.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A música dos anos sessenta em que Ozzy Osbourne ouviu o começo do metal
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
Iron Maiden se manifesta sobre apagão em show de Paris
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Por que o Dimmu Borgir, às vezes, gostaria de ser como o Motörhead
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
O disco que salvou o rock'n'roll, de acordo com Gene Simmons
O significado de "Não diga que a canção está perdida" em "Tente Outra Vez", de Raul Seixas
Regis Tadeu explica o verdadeiro problema do comercial da Elis Regina


O show nojento que Lemmy lembrou como um dos piores do Motörhead
O maior baixista de todos os tempos, de acordo com Lemmy
O ex-jogador que ouvia heavy metal antes dos jogos para se motivar
Os 10 maiores discos de despedida da história do metal, segundo a Louder
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
Pepper Keenan relembra Lemmy oferecendo armas após o furacão Katrina
Vocalista do Napalm Death acha que Motörhead foi a primeira banda "extrema"
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



