Accept: Heavy Metal familiar e com a mesma testosterona
Resenha - Blood Of The Nations - Accept
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 25 de novembro de 2010
Nota: 9 ![]()
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Certamente até mesmo a nova geração já ouviu falar do Accept, lendário monstro que ajudou a estabelecer a cena metálica da Alemanha com discos do porte de "Restless And Wild" (82) e "Balls To The Wall" (83). Posteriormente, ainda que o conjunto tenha liberado alguns outros bons registros nas várias fases que optou por seguir, o fato é que nenhum deles chegou perto do brilho alcançado no passado.
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Pois bem, 14 anos afastado dos estúdios, e eis que é anunciada a chegada de "Blood Of The Nations", que já causou muita controvérsia e ceticismo por não contar com a inconfundível voz de Udo Dirkschneider... Porém, o quarteto instrumentista da formação clássica está presente – até mesmo o guitarrista Herman Frank voltou, depois de nada menos do que 26 anos ocupado com outros projetos – e alistou o norte-americano Mark Tornillo (TT Quick) para assumir a difícil tarefa de cantar em uma das mais tradicionais bandas do planeta.
Mas, ao contrário do fiasco que foi David Reece atrás do microfone em 1989, Tornillo se revelou perfeitamente adequado! Ainda que remeta ao mestre Udo em algumas ocasiões, o fato é que o cara possui seu próprio estilo, com um alcance um pouco maior e proporciona uma nova dimensão à sonoridade marcante do Accept, que está tão afiado como em seus dias de glória. Ou seja, nada de experimentos por aqui, os alemães foram intransigentes e o objetivo foi orientar tudo com inspiradíssimos riffs de guitarras, uma seção rítmica que sabe como valorizar sua função, refrões poderosos e, naturalmente, um novo vocalista com o devido espaço.
O resultado é puro Heavy Metal, com testosterona, familiar e com momentos melódicos aparecendo na medida correta em mais de 70 minutos distribuídos por 12 faixas. Sim, são composições longas, mas muito bem estruturadas, tanto que "Beat The Bastards", "Teutonic Terror" (essa provavelmente será o destaque unânime do disco), "Blood Of The Nations", "Pandemic" e "No Shelter" são a comprovação de uma intensidade que o Accept parecia ter perdido há muito, mas muito tempo. Canções maravilhosas, nada mais do que isso.
É inegável que boa parte do impacto de "Blood Of The Nations" deva ser creditada às orientações do produtor Andy Sneap (Sabbat, Megadeth, Arch Enemy), tanto que os agradecimentos especiais vão para ele, que se revelou muito mais do que um fã do grupo alemão. De qualquer forma, quem diria que o Accept seria capaz de reviver com tanta classe os velhos tempos e liberar um álbum que já pode figurar entre os melhores de sua discografia? E sem a presença do senhor Dirkschneider!
Contato:
http://www.myspace.com/accepttheband
http://www.acceptworldwide.com
Formação:
Mark Tornillo - voz
Wolf Hoffmann - guitarra
Herman Frank - guitarra
Peter Baltes - baixo
Stefan Schwarzmann - bateria
Accept - Blood Of The Nations
(2010 - Nuclear Blast Records / Laser Company Records - nacional)
01. Beat The Bastards
02. Teutonic Terror
03. The Abyss
04. Blood Of The Nations
05. Shades Of Death
06. Locked And Loaded
07. Kill The Pain
08. Rollin Thunder
09. Pandemic
10. New World Comin
11. No Shelter
12. Bucketful Of Hate
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